Um carro modelo Audi A3 que conduzia quatro jovens – dois homens e duas mulheres - foi baleado na madrugada de ontem, próximo ao canal da Tamandaré, no bairro da Cidade Velha, em Belém. O veículo, dirigido por um jovem do município de Castanhal, que prefere não ser identificado, foi atingindo por três tiros na lataria, enquanto voltava de uma casa de shows na avenida Gentil Bittencourt. “A gente tinha acabado de sair da festa e estava procurando um lugar para lanchar, quando uma amiga nossa pediu para urinar. Nisso paramos o carro e ela desceu, mas quando ela se abaixou para urinar, um grupo com três caras armados se aproximou da gente e começou a atirar na nossa direção. No desespero, eu arranquei o carro e sai em disparada, só ouvindo as balas atingirem a lataria”, revelou o motorista do veículo.
Segundo as vítimas, os três homens armados usaram um carro modelo Celta, cor prata, para seguir o Audi por algumas ruas do centro de Belém. “Mas o pior de tudo foi que os bandidos pegaram a nossa amiga que tinha parado para urinar. Como o tiroteio começou com ela fora do carro, não tivemos tempo de parar e esperar ela entrar, até porque seria pior, já que todo mundo estava correndo risco de morte.
O jeito foi pedir para o meu amigo acelerar o carro e fugir dali o quanto antes”, explicou uma das jovens que estava no carro.
O grupo de amigos procurou a Central de Flagrantes da Seccional Urbana de São Brás para denunciar o caso à polícia. A mulher sequestrada pelos acusados foi liberada minutos depois em uma rua do centro da cidade. Muito abalada, a jovem disse apenas que chorou durante todo o tempo que ficou na mão dos três homens. “Foi horrível, horrível. Eu jamais esperava isso. Eu pensei que eles iam me matar”, contou a mulher, que foi amparada pelos amigos na frente da seccional.
Segundo o motorista e dono do veículo, os bandidos já estavam seguindo o grupo de amigos desde a festa na avenida Gentil Bittencourt. “A menina que ficou na mão dos criminosos disse que já tinha visto um deles lá na festa. Isso tem sentindo, sabe. Ainda quando a gente estava bebendo lá, um cara me parou do nada e o perguntou se o Audi era meu. Eu disse sim e por que você quer saber? Aí ele foi embora. Mas eu senti que aquilo era estranho. Com certeza já eram os bandidos de olho na gente”, comentou o motorista.
Ao lado de uma marca de bala na lataria da porta esquerda do veículo, marcas de sangue chamaram a atenção da polícia. Mas segundo os jovens, o sangue não tem nada a ver com o tiroteio e o caso de estar próximo às marcas de munição seria coincidência. “Na verdade essa marca de sangue apareceu lá na festa. Quando eu sai de Castanhal, junto com o meu primo, para dar uma volta com umas meninas daqui de Belém essa marca não existia. Mas foi a gente sair do veículo, ir para a festa e na volta a marca foi encontrada”, ressaltou o dono do veículo.
Policiais Militares fizeram buscas pelo Celta prata indicado pelos amigos, mas nenhum carro com as características descritas pelas vitimasfoi encontrado. A polícia deve abrir um inquérito para investigar o caso.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar