A equipe da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos, da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), da Polícia Civil, prendeu nesta sexta-feira (21) José Carlos da Silva Cunha, 38 anos, por envolvimento no assalto à casa de um ex-presidente do Banco do Estado do Pará (Banpará), em 7 de maio de 2010. Ele é apontado como o mentor do crime.
A captura do acusado foi coordenada pelo delegado André Costa. Já são oito assaltantes de banco presos em menos de 48 horas. José Carlos foi preso em uma casa no bairro do Guamá, em Belém, onde vivia escondido e fingia ser pedreiro. Ele estava sendo investigado em operação policial.
“Contra ele, há dois mandados de prisão, um pela Comarca de Tailândia e outro pela 1ª Vara de Inquéritos Policiais e Medidas Cautelares da Capital”, explica o delegado. José Carlos está indiciado ainda em inquérito por envolvimento no assalto ao banco Bradesco, na modalidade conhecida como “vapor” ou “novo cangaço”, ocorrido em Nova Timboteua, nordeste do Pará, em 2009.
Segundo o delegado, a ordem de prisão em Tailândia é por envolvimento no assalto a uma casa. A outra ordem de prisão é pelo assalto na casa de um ex-presidente do Banpará. O crime ocorreu por volta de 7 horas, quando quatro homens e uma mulher invadiram a residência. Armados com pistolas e revólveres, eles renderam os moradores e funcionários e roubaram a quantia avaliada em R$ 70 mil, um quilo de ouro em joias e oito telefones celulares.
Os bandidos fugiram do local deixando os moradores presos na casa. Dois integrantes do bando – Roseli Monteiro de Lima e o marido dela, Maximiliano Alves de Souza Júnior – foram presos, após quase três meses de investigações. O terceiro integrante do bando, José Carlos da Silva Cunha, teve a prisão preventiva decretada e até então estava foragido. O quatro envolvido no crime - Lucival da Silva Teixeira - ainda está foragido.
Com a prisão de José Cunha, já são oito envolvidos em quadrilhas de assalto a bancos presos no Pará, nas últimas 48 horas. Na quarta-feira, cinco assaltantes de banco foram presos em São Félix do Xingu, sudoeste do Pará, em operação conjunta do Núcleo de Apoio à Investigação de Redenção, sob coordenação do Núcleo de Inteligência Policial e com apoio de policiais civis do Grupo de Pronto-Emprego e da Polícia Militar.
Os presos foram transferidos para Belém e levados para a sede da Delegacia Geral da Polícia Civil, onde foram apresentados em entrevista coletiva pelo delegado geral, Nilton Atayde. Com os presos, foram apreendidas uma espingarda calibre 12 de repetição; um fuzil Mosquefal calibre 7.62; uma metralhadora calibre 9mm com silenciador; quatro cartuchos de calibre 12 e um carregador de pistola calibre .40.
Na manhã de quinta-feira (20), a Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos prendeu dois homens em Castanhal, nordeste do Pará, por envolvimento na tentativa de arrombamento ao Banco do Brasil, que resultou na morte de um bancário, no último dia 7, em São Domingos do Capim, nordeste do Pará.
Elden Barros do Carmo, 38 anos, e Marcelo Moreira Santos, 22, tiveram os mandados de prisão decretados pela Justiça após terem sido identificados, nas investigações, como participantes do crime. Os indiciados foram identificados com a prisão de um dos envolvidos com a quadrilha, o barqueiro Dailton de Jesus Conceição, 26 anos, que foi capturado no mesmo dia do crime.
Segundo o delegado André Costa, a vítima fatal – o escriturário Francivaldo Costa – morreu afogado após ter sido levado como refém pelo bando e empurrado no rio Guamá, de dentro de um barco, por um dos bandidos em represália, pois teria informado a gerente do banco sobre o crime em andamento, o que levou a Polícia Militar a ser acionada e trocar tiros com os bandidos.
(Agência Pará)
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