Moradores do bairro da Marambaia avisaram à polícia no final da tarde de ontem que dentro de um terreno de propriedade da Cosanpa, localizado entre as ruas Maravalho Belo e SN 6 do conjunto Gleba I, provavelmente havia alguém morto, pois vários tiros teriam sido disparados naquele local. Após ser feita a verificação, constatou-se que lá, próximo ao muro que faz fronteira com o conjunto, estava jogado o corpo de Jhonatan Mota Silva, de 22 anos, morto com aproximadamente nove tiros de pistola 380.
“A informação que temos é que a vítima teria defendido o irmão numa confusão generalizada em que se envolveram na manhã de Natal. Portanto, a primeira suspeita que levantamos é a de que tenha sido acerto de contas por conta disso, mas até agora não temos nenhum suspeito identificado”, relatou o cabo Josimar Santos, da 3ª CIA, 1º BPM, comandante da primeira diligência a chegar ao local do crime. Segundo o cabo, o jovem veio sendo perseguido pelo atirador desde o conjunto Gleba I e teria pulado o muro após ter recebido alguns disparos. Ao cair dentro do terreno, provavelmente desmaiou e então teria recebido os tiros de misericórdia.
Parentes de Jhonatan compareceram ao local e o reconheceram, mas não quiseram dar maiores detalhes sobre a vida dele. Perguntada sobre possível envolvimento dele com drogas ou com a criminalidade, uma cunhada da vítima limitou-se a informar que não dariam informações pessoais, mas uma conhecida dos familiares chegou a dizer que o jovem não teria envolvimento com nada fora da lei.
A equipe de remoção do IML teve muito trabalho para retirar o corpo sobre o muro que cerca o terreno. Foram necessários força e cuidado ao mesmo tempo para que o corpo fosse retirado de lá sem ser derrubado, como puderam presenciar dezenas de curiosos que não tiveram acesso ao local do crime. Esteve presente no local o delegado Vicente Gomes, da Divisão de Homicídios.
(Diário do Pará)
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