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POLÍCIA

Meninas lideram a lista de desaparecidos

Meninas lideram a lista de jovens desparecidos na Região Metropolitana de Belém, segundo balanço divulgado pelo Serviço de Identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidos (Silcade), na última quarta-feira, dia 26. Dos 634 casos

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Meninas lideram a lista de jovens desparecidos na Região Metropolitana de Belém, segundo balanço divulgado pelo Serviço de Identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidos (Silcade), na última quarta-feira, dia 26.

Dos 634 casos registrados na Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data), 60% das ocorrências acontecem com crianças e adolescentes do sexo feminino de bairros como Guamá e Bengui e do Distrito de Icoaraci. Somente no mês de dezembro já foram contabilizados o desaparecimento de 23 jovens, sendo 21 do sexo feminino e 2 do masculino.

FALTA DIÁLOGO

O coordenador do Silcade, investigador Edvaldo Carmo, atribui a maioria dos desaparecimentos envolvendo as adolescentes à falta de diálogo dentro de casa sobre assuntos relacionados a namoros e orientação sexual. “Muitas meninas fogem porque os pais proíbem o namoro ou porque não são aceitas por suas orientações sexuais, isso também vale para os rapazes, mas a maioria registrada ainda é de garotas”, explicou o investigador.

Caso uma criança ou adolescente desapareça, o coordenador orienta os familiares a registrar o caso na Delegacia de Polícia e não esperar o prazo de 24h de desaparecido, como era realizado anteriormente. “Criança ou adolescente desaparecido, não pode espera, a família tem de acionar imediatamente os órgãos competentes”, frisou.

DESCONHECIMENTO

Apesar de aplicada desde 2005, muita gente desconhece a lei nº 11.259/2005, que determina a investigação imediata em caso de desaparecimento de criança ou adolescente após registro nos órgãos competentes. A lei foi instituída para diminuir o tempo entre o registro e o início das investigações, como forma de evitar, por exemplo, o tráfico humano, segundo esclareceu Carmo. Em seguida, o caso é encaminhado a Silcade, que aciona a família do desaparecido e inicia os trabalhos de investigação para encontrá-lo.

O investigador ressaltou a importância do registro imediato de desaparecimento. “É muito importante que a família do desaparecido acione os órgãos o mais rápido possível. Dos 657 casos contabilizados em 2012, 634 já foram localizados”, afirmou.

(Diário do Pará)

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