A tecnologia de um rastreador de celular foi a ferramenta usada por policiais civis da Seccional da Cidade Nova para se chegar até um dos suspeitos de um assalto realizado na última terça-feira (25), no bairro do Icuí, em Ananindeua. Com a ajuda das vítimas e usando um rastreador de telefone, a polícia chegou até a casa do jovem Elder Mendonça Monteiro, 21 anos, preso em flagrante, na própria casa, portando o aparelho celular roubado durante o assalto.
“Além do celular, os ladrões também levaram dinheiro, cartão de crédito, joias e vários pertences das vítimas, três mulheres que seguiam em um carro Novo Uno pela rua Sete de Setembro, no Icuí. Com abordagem, os ladrões ainda hostilizaram as vítimas e deram dois tiros próximo a elas, colocando as três jovens em risco”, explicou Carlos Moreira, chefe de operações da seccional.
Ao registrar o caso na polícia, a vítima informou que tinha rastreado o telefone roubado e disse que desde o momento do assalto o objeto permanecia no mesmo bairro. “Como eu utilizei o serviço de rastreador para localizar o veículo, eu vi que assim que terminou o assalto o telefone foi direto para a outra rua, a apenas um quarteirão do local onde eu fui assaltada. A partir daí, acionei a polícia e fomos até o local indicado pelo rastreador, onde justamente o aparelho foi encontrado”, informou a vítima, que prefere não ter a identidade revelada.
VERSÃO
No local, o suspeito encontrado com o objeto roubado alegou que não participou do assalto e disse que comprou o telefone de um morador do bairro por R$ 90,00. “O rapaz que vendeu queria R$ 150,00 mas como eu disse que estava caro, ele acabou baixando o preço para R$ 90,00. Eu até desconfiei que era roubo, mas mesmo assim comprei, já que eu nunca tinha usado um celular aquilo era uma oportunidade, não é?”, alegou Elder.
Apesar de afirmar que o suposto vendedor é morador do Icuí, o jovem disse nunca ter visto o homem que teria vendido o celular. “Eu sei que ele é morador do bairro porque ele disse que é morador, mas eu nunca vi ele por aquelas bandas do Icuí. Se eu soubesse quem era eu dizia para a polícia, mas eu não sei. Portanto, eu sou inocente nessa história também. O meu erro foi comprar o roubo, mas eu não sou ladrão, não”, afirmou o suspeito.
A versão de Elder não convenceu a polícia. De acordo com Moreira, todos os indícios registrados pelo rastreador mostram que o suspeito tem envolvimento com o caso. “O histórico do rastreador usado pela vítima é bem claro. Logo após o roubo o celular foi levado para a casa do Elder, depois disso o Elder foi até uma assistência de celular no Icuí com a intenção de desbloquear o aparelho. E essa informação foi confirmada pelo rastreador que mostrou o celular na loja e pelo próprio dono da assistência de celular que disse que o acusado foi até lá para desbloquear o serviço de rastreamento. Ou seja, esse Elder tem culpa no cartório sim”, ressaltou o chefe de operações.
O suspeito foi autuado por receptação de objeto roubado e por suspeita de participação no assalto. O caso continua sendo investigado pela polícia.
(Diário do Pará)
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