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POLÍCIA

Identidade de cadáver ainda é um mistério

Uma mulher foi encontrada morta com três tiros nas costas, no domingo, 30, pela manhã, no loteamento Novo Progresso, em Marituba. Até o final da tarde de domingo a vítima ainda não havia sido identificada. Embora alguns populares tenham dito que escutaram

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Uma mulher foi encontrada morta com três tiros nas costas, no domingo, 30, pela manhã, no loteamento Novo Progresso, em Marituba. Até o final da tarde de domingo a vítima ainda não havia sido identificada. Embora alguns populares tenham dito que escutaram alguns disparos na noite anterior, a perícia constatou que o corpo foi desovado no local, logo o assassinato teria acontecido em outro lugar distante dali.

O único documento que a mulher portava era uma carteirinha de meia passagem com o nome de um rapaz. A vítima, que aparentava ter cerca de 30 anos de idade, usava um vestido estampado e uma “xuxinha” no cabelo. O caso será investigado pela Divisão de Homicídios.

O crime chamou a atenção dos moradores dos conjuntos vizinhos ao loteamento. Ninguém viu nada ou soube informar algo sobre o episódio. De acordo com o soldado PM Eduardo Araújo, era por volta das 7h quando receberam a informação de que uma mulher havia sido encontrada morta na Rua da Lama, no bairro de Santa Lucia. “Ninguém a reconhece, não se tem informações precisas sobre o que aconteceu. Nós acionamos a perícia e vamos aguardar”, disse o militar.

O líder comunitário Nilson Lopes, que alega ter ouvido cerca de três tiros por volta das 23h de sábado, 29, acredita na possibilidade da mulher ter sido levada para área que, apesar de ter algumas barracas, não abriga moradores. “Ela pode ter sido trazida para cá e ter corrido para perto das barracas para pedir socorro”, comentou. Moradores dos conjuntos Mário Couto e Santa Clara, vizinhos ao loteamento, foram ao local onde o corpo foi encontrado, mas ninguém reconheceu aquela mulher magra, com tatuagens no ombro e braço direito e nas costas.

A perita Virginia Paiva afirmou que o homicídio não aconteceu naquele lugar, e sim o corpo foi desovado. “A primeira coisa que nos faz afirmar isto são os pés dela, que estavam limpos. O lugar é de piçarra, se ela tivesse sido morta em pé ou caminhado pelo local teriam vestígios de terra”, frisou. “Com absoluta certeza foi desova”, afirmou Virginia Paiva.

Ela não encontrou, a olho nu, indícios de violência sexual na vítima, mesmo assim a perícia deverá examinar o corpo, que foi jogado ao chão de bruços. O nome do rapaz, na carteirinha de meia passagem, não foi revelado.

As investigações são feitas pela Divisão de Homicídios somente. Até o final da tarde nenhuma ocorrência tinha sido registrada na Delegacia de Marituba sobre o caso.

(Diário do Pará)

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