A Polícia Civil, através do Núcleo de Apoio a Investigação (NAI) e Superintendência do Salgado, prendeu, na tarde de ontem, em Castanhal, nordeste do Estado, um homem acusado de vender pasta base de cocaína. O suspeito não se importava com o vaivém de usuários e vendia o “produto” pelado.
Foi com base em denúncias anônimas que a Polícia Civil investigou os passos de Sérgio Edney do Montes Ferreira, 36 anos. As informações eram de que ele traficava no bairro Fonte Boa e que era grande a comercialização de drogas, principalmente no período da tarde. Os investigadores fizeram uma campana e esperaram o momento mais adequado para entrar em ação. Após um usuário sair da boca de fumo com uma cabeça de pasta, os policiais agiram e prenderam em flagrante Sérgio Edney. Com ele foram encontradas vinte e nove petecas de pasta base de cocaína e materiais usados para embalar a droga, como linha, sacos plásticos e tesoura, além de vinte reais em notas de cinco e algumas moedas provenientes da venda de entorpecentes. “Nós pegamos todas as informações com alguns usuários que saíam da boca. Depois que nos certificamos de que não havia perigo para a vizinhança entramos e demos voz de prisão”, contou o delegado do NAI, Fernando Rocha.
Durante a prisão, o que mais surpreendeu a Polícia era o modo como Sérgio Edney comercializava os entorpecentes. Segundo o delegado Augusto Damasceno, durante a abordagem da polícia, o acusado estava despreocupado e à vontade na casa. “Parecia tudo perfeito para ele. Estava pelado e deitado na rede se embalando. Quando os viciados chegavam para comprar droga, ele passava o “produto” pela janela, apenas esticava o braço para não cansar muito”, disse.
Sérgio Edney confessou que a droga era dele e que passou para vida do crime para ajudar a sustentar a família. “Tenho dois filhos para criar. Não vou deixar eles morrerem de fome. Só peguei isso para conseguir um dinheiro, mas não sou traficante”, contou.
“Ele foi o 1º de 2013. Agora vamos intensificar os trabalhos para combater o tráfico. Contamos com a colaboração da comunidade em denunciar as bocas de fumo da cidade através do disque-denúncia (181)”, concluiu o delegado Fernando Rocha.
(Diário do Pará)
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