Pela terceira vez, Hellynton Orlando Paia do Nascimento é preso por estelionato. Um rapaz de apenas 22 anos que nos últimos dois meses gastou mais de R$ 35.000,00 em festas, roupas de grife e artigos de luxo lesando pelo menos 15 vítimas.
O acusado foi preso em flagrante pela Divisão de Repressão a Crimes Tecnológicos (DRCT), durante a Operação Conexão III, após receber pelos Correios mais um cartão de crédito com limite de R$ 6.500,00.
Dessa vez o golpe era solicitar cartões adicionais para dependentes aos bancos, se passando pelo titular. Tudo feito por telefone a partir de informações cadastrais coletadas através da internet. Entre as vítimas do estelionatário, alguns secretários de Estado.
Hellynton não quis falar com a imprensa, pôs as mãos sobre o rosto e se recusou a responder qualquer pergunta. Segundo o advogado, Marcos Castro, ele não quer falar. “Ele só vai falar em juízo, é o que ele quer”, afirma.
A Delegada da DRCT, Beatriz Silveira, depois de colher o depoimento do acusado, explicou como ele agia. “O Hellynton conseguia informações sobre as pessoas na internet e depois ligava banco por banco para saber onde a pessoa tinha conta. Assim ele se fazia passar pelo titular e pedia um cartão adicional para um dependente no nome dele. O cartão chegava, ele usava até a pessoa descobrir e bloquear a conta”, relata.
O acusado já tinha duas passagens pela DRCT. “Ele foi preso em 2009 e 2010, quando permaneceu preso por um ano. Dessas duas vezes o golpe era outro. Ele conseguia informações privilegiadas de clientes de telefonia celular que já tinham muitos pontos nos programas de bônus. Pontos que podiam trocar por celulares.
Ele solicitava os celulares por telefone e depois agia como se tivesse sido roubado e pedia outro, que dessa vez era cobrado da vítima para cumprir o contrato de fidelidade. Dessa forma ele conseguiu retirar 15 aparelhos iPhones de uma mesma pessoa. Na época ele teve ajuda de um funcionário da telefonia, que também foi autuado”, acrescenta.
CUIDADO
A delegada alerta a sociedade para os tipos de informações publicadas na rede. “Todos os dados que ele conseguiu para agir foram conseguidos através da internet. Dados cadastrais que as pessoas costumam deixar disponíveis na rede. As pessoas só devem publicar o que querem que os outros saibam e ter certeza de que uma vez publicado, nunca mais se pode controlar essas informações”, ressalta.
(Diário do Pará)
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