Não foi a primeira vez que vem gente querendo acabar com ele. Há uns dois meses já tentaram matar o ‘Cheiro’ aqui mesmo pela feira. Desta vez acertaram...”, dizia um morador da Passagem José Machado, às proximidades da Rua Betânia, na feira do bairro do Benguí, onde Antônio Carlos Quinto Saraiva, vulgo “Cheiro”, 38, foi assassinado com quatro tiros, na madrugada de ontem, por volta de 2h40. A polícia já identificou dois suspeitos que estariam envolvidos no crime.
De acordo com testemunhas oculares, dois homens em uma motocicleta abordaram “Cheiro” na esquina da Rua Betânia com a Passagem José Machado. Diante da situação a reação dele foi correr, mas acabou sendo atingido por quatro tiros e acabou caindo morto de bruços entre a calçada de uma residência e a vala da rua.
Conforme informações da polícia, ele era usuário de drogas, tinha envolvimento com o tráfico de entorpecentes e estaria com alvará de soltura por crime de tráfico. Familiares da vítima entraram em completo desespero ao se depararem com a morte trágica de “Cheiro”. Ele já teria sofrido uma tentativa de execução há dois meses.
Policiais militares da 4ª Companhia (Cia)/1º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foram acionados para atenderem uma ocorrência de baleamento. A viatura 9131, comandada pelo cabo PM Furtado com o apoio do soldado PM Velasco, chegou ao local poucos minutos após o crime e coletou as primeiras informações sobre o caso. “Quando chegamos, a vítima já estava morta. Era conhecido pelo vulgo ‘Cheiro’, era traficante e também era usuário de drogas. Já sofreu uma tentativa de homicídio há pouco tempo, ocasião em que foi baleado, mas sobreviveu. Demos informações sobre os suspeitos da autoria do crime e iremos encaminhá-las para a Polícia Civil”, disse o soldado PM Velasco.
Os nomes dos suspeitos não foram divulgados para não atrapalhar as investigações. De acordo com afirmações de familiares de Antônio, que não terão os nomes revelados para manter sua integridade física, “essa história não iria ficar assim”, ou seja, uma vingança estaria sendo planejada. No local, a “lei do silêncio” prevaleceu e as prováveis testemunhas do crime não quiseram conversar sobre o caso, mostrando medo de supostas represálias de criminosos. Mas um morador daquela área, que não quis se identificar, comentou sobre a tentativa frustrada de execução sofrida pela vítima meses antes.
“Não foi a primeira vez que vem gente querendo acabar com ele. Há uns dois meses já tentaram matar o ‘Cheiro’ aqui mesmo pela feira. Desta vez acertaram... Da outra vez, ele levou alguns tiros, mas conseguiu sobreviver. Aqui ninguém pode falar muita coisa porque acaba morrendo desse jeito”, declarou. O local do crime foi devidamente isolado pelos policiais militares enquanto aguardava os peritos do Instituto de Criminalística do Centro de Perícias Renato Chaves e a equipe de policiais civis da Divisão de Homicídios (DH).
Perícia
Após a perícia na cena do assassinato, o corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML). O caso foi registrado na Seccional Urbana da Marambaia.
(Diário do Pará)
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