A Polícia Civil prendeu os dois homens responsáveis pelo latrocínio que vitimou Ismael Andrade Favacho, 31 anos, presidente da cooperativa Transuni, no bairro do Tapanã. O crime ocorreu na noite do último dia 27, no bairro do Coqueiro. Estão presos Lesterson Thiago Favacho de Oliveira e Willian Mackense Junior.
Lesterson foi preso na tarde da última terça-feira (8), após ter participado de um roubo a uma casa lotérica no supermercado Formosa, em Ananindeua. Willian foi preso na tarde desta quinta-feira (10), no bairro do Curuçambá. Ambos confessaram a participação no latrocínio. O primeiro dirigia o veículo usado pelos bandidos no momento do crime – um Siena branco –, enquanto o segundo foi o autor dos disparos que mataram o empresário.
Willian Mackense é carioca e já responde pelos crimes de roubo e tráfico de entorpecentes. Ele estava foragido do sistema penitenciário desde o dia 8 de novembro do ano passado. O inquérito policial que investigou a morte de Ismael Andrade foi presidido pelo delegado Aridsson Oliveira, da Divisão de Homicídios, em Ananindeua.
“Assim que soubemos do crime, buscamos imagens de câmeras de segurança da área para auxiliar na investigação. A partir delas, conseguimos visualizar o veículo usado pelos bandidos e passamos a estudar as características do automóvel e de seu ocupante”, conta a delegada Ione Coelho, diretora da Divisão de Homicídios.
Segundo a delegada, a equipe se dedicou a memorizar detalhes do veículo que pudessem ajudar na identificação e localização do automóvel. “Decoramos arranhões, adesivos e até a posição da placa do carro. Só depois disso fomos para campo com o objetivo de localizarmos o automóvel”, detalha.
O carro foi identificado no último fim de semana, mas antes que o suspeito fosse detido, o veículo foi usado na tentativa de um crime. “Na terça-feira, houve a tentativa de assalto a uma casa lotérica, no supermercado na Cidade Nova. Ao analisarmos as imagens do circuito de segurança do local, identificamos o veículo e fomos atrás do condutor, que é o Lesterson. Através dele, chegamos a Willian, que foi o autor dos disparos”, conta a delegada.
Ione Coelho avalia Willian como pessoa de alta periculosidade. “Em pouco mais de 30 dias em que esteve foragido, Willian se envolveu em um latrocínio e um roubo e já se preparava para um novo assalto, que ocorreria nesta quinta-feira”, conta. Enquanto já estava sob o poder da polícia, Willian recebeu uma ligação avisando que o grupo já estava pronto para o roubo. A partir do telefonema, a polícia chegou a três pessoas que aguardavam por ele em casa.
“As investigações continuam até que sejam exauridas todas as possíveis dúvidas sobre o latrocínio e sobre os possíveis crimes de que Willian possa ter participado. Acreditamos que desmontamos uma quadrilha responsável por roubos na área”, finalizou.
(Agência Pará)
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