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POLÍCIA

Suspeito de matar policial militar já está preso

Uma ação conjunta das Polícias Civil e Militar de Benevides prendeu, na noite da última terça-feira, um homem suspeito de matar um cabo da PM, em junho do ano passado, em Marituba. Nelison Cristian Ramos Lima, vulgo ‘Cara de Cavalo’, foi detido em f

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Uma ação conjunta das Polícias Civil e Militar de Benevides prendeu, na noite da última terça-feira, um homem suspeito de matar um cabo da PM, em junho do ano passado, em Marituba. Nelison Cristian Ramos Lima, vulgo ‘Cara de Cavalo’, foi detido em flagrante, dentro de uma casa, no bairro das Flores, periferia de Benevides. A prisão ocorreu após uma denúncia anônima informando que no local funcionava um ponto de venda de drogas.

“Assim que chegamos ao local, flagramos o ‘Cara de Cavalo’ consumindo entorpecentes com outros comparsas. Até então, não tínhamos ligado esse fato ao caso da morte do policial militar, em Marituba. Inclusive o próprio acusado se apresentou para gente com outro nome. Mas assim que o trouxemos para a delegacia e fizemos a comparação com a foto do foragido pela morte do PM, as coisas foram se esclarecendo e vimos que se tratava do homem procurado pela polícia”, afirmou o investigador Monteiro, da delegacia de Benevides.

O suspeito já havia sido detido pelo mesmo crime na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais, mas uma falha na polícia mineira, segundo o delegado Paulo Cavalcante, fez com que Nelison fosse solto após expirar a sua prisão temporária. “Eu fiz todos os procedimentos legais e necessários para que o Nelison continuasse preso. A prisão preventiva e a transferência dele para o Pará foi expedida pela seccional de Marituba dentro do prazo determinado, que terminava no dia 20 de julho do ano passado. Mas como a polícia mineira alega que não teve acesso ao documento em tempo hábil, o acusado acabou ganhando um alvará e saindo pela porta da frente da delegacia, mesmo com a existência da prisão preventiva dele”, explicou o delegado que preside o inquérito.

Respaldado com vários documentos que comprovam que a prisão preventiva de Nelison chegou a Uberlândia dentro do prazo dado pela Justiça, Cavalcante se diz aliviado com a prisão do suspeito e ressalta que sempre esclareceu tudo para a família da vítima. “Assim que o acusado saiu da cadeia, mesmo com a prisão preventiva decretada, eu chamei a família do PM e expliquei que o erro não foi nosso. Apesar de receber críticas de muita gente na época, eu sempre deixei tudo muito claro, mostrando uma série de documentos, inclusive um comprovante do Correio de Minas Gerais indicando que o documento chegou a Uberlândia em tempo hábil. Se houve mal entendido, certamente não foi da minha parte nem da polícia do Pará e sim das autoridades mineiras”, garantiu o delegado.

O CRIME

O crime ocorreu no dia 2 de junho do ano passado. O cabo da Polícia Militar, Gilson da Silva Machado, lotado no Batalhão Penitenciário, passeava junto com a mulher, pelas ruas do bairro Novo, em Marituba, quando foi abordado por Nelison e um adolescente, que efetuaram dois disparos contra a vítima. De acordo com a companheira do PM, que presenciou a ação, os dois suspeitos estavam de bicicleta e um deles teria deixado a arma cair minutos antes de abordar o policial. Ao suspeitar que se tratava de um assalto, Gilson tentou reagir, mas foi baleado na cabeça e na perna, antes de tomar qualquer reação. O PM ainda foi socorrido e levado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu dias depois.

Em depoimento à polícia, na manhã de ontem, o Nelison negou o crime. De acordo com ele, todos os dois tiros que mataram o policial foram efetuados pelo adolescente. “Eu não nego que eu participei de um assalto junto com esse adolescente no mesmo dia que o PM foi baleado. Mas eu juro que eu não atirei em ninguém. A gente tinha acabado de assaltar um salão de cabeleireiro, em Marituba, quando passamos pelo policial e para azar nosso, o revolver que o meu colega levava no bolso caiu. Foi nessa hora que o PM tentou reagir e o moleque disparou contra ele. Eu só observei tudo de perto porque tava de bicicleta, vindo com o moleque do assalto. Mas eu não tenho nada a ver com essa morte”, alegou o suspeito.

O caso continua sendo investigado pela Seccional de Icoaraci. Nelison foi encaminhado para uma unidade prisional da Susipe, onde vai aguardar a decisão da Justiça.

(Diário do Pará)

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