A brutalidade e a selvageria marcaram mais um caso de homicídio na Região Metropolitana de Belém. Na madrugada de ontem, por volta de 2h, José Augusto Moraes da Silva, 19, foi friamente assassinado com 23 facadas. O crime foi na feira da Passagem São Benedito, próximo do Canal São Joaquim, bairro do Barreiro, em Belém.
Conforme informações da polícia, José Augusto pode ter sido vítima de um acerto de contas entre traficantes e assaltantes. O sargento PM Monteiro, da viatura 9102, da 1ª Companhia (Cia) / 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), informou que o local do crime é usado como ponto de venda e consumo de entorpecentes.
“Recebemos uma denúncia anônima, informando que havia um homem morto aqui na feira da São Benedito, próximo ao Canal São Joaquim. Quando chegamos já encontramos o jovem em óbito por esfaqueamento. Aqui ninguém viu nada e nem ouviu nada. Provavelmente ele foi morto por acerto de contas entre assaltantes e traficantes. Aqui nesta feira, durante a madrugada, vários usuários de drogas se reúnem para consumirem entorpecentes”, disse.
AMEAÇAS
O pai do jovem, Inácio Loiola Trindade da Silva, 44, ficou desolado com a morte trágica do filho e depois de avisado por amigos, olhou o corpo, reconheceu e permaneceu sentado na calçada durante pelo menos 20 minutos, observando o cadáver de José. Ele afirmou que a vítima já sofria ameaças de morte.
“Já tentaram matá-lo algumas vezes. A última delas faz uns três meses, quando deram duas facadas no pescoço dele, mas ele sobreviveu. Outra vez alguns homens armados invadiram a nossa casa. Eles procuravam o meu filho porque queriam matá-lo”, contou.
Inácio declarou que tentou mudar o destino de José. “O meu filho era envolvido em assaltos, tinha várias passagens pela Data (Divisão de Atendimento ao Adolescente), quando era menor de idade. Depois ele entrou na igreja, mas ainda assim continuou nesse caminho, com más amizades. Eu já esperava que isso acontecesse”, lamentou.
Um suspeito conhecido pelo apelido de “Netinho” foi identificado como um dos supostos envolvidos no homicídio, mas até o final da madrugada de ontem, a Polícia Militar ainda não havia o localizado.
VINTE E TRÊS
Policiais civis da Divisão de Homicídios (DH) estiveram na cena do crime, levantando informações sobre as circunstâncias dos fatos. Uma equipe de peritos criminais do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves foi acionada para realizarem o levantamento de local de crime e o número de facadas foi contabilizado.
“No total foram 23 facadas. Ele recebeu 18 perfurações bastante profundas por todo o corpo, principalmente na região do pescoço. As outras cinco facadas foram mais leves”, explicou o perito criminal Jorge Lopes.
O corpo dele foi removido para o Instituto Médico Legal (IML), para a necropsia. O caso foi registrado na Seccional Urbana da Sacramenta.
(Diário do Pará)
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