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POLÍCIA

Polícia identifica autores de esquema criminoso

O delegado Marcos Lemos, da Divisão Especializada em Meio Ambiente (Dema), da Polícia Civil, apurou em inquérito policial que os três filhos do dono de um terreno em Barcarena, onde ocorriam a derrubada e corte de madeira em uma serraria clandestina, são

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O delegado Marcos Lemos, da Divisão Especializada em Meio Ambiente (Dema), da Polícia Civil, apurou em inquérito policial que os três filhos do dono de um terreno em Barcarena, onde ocorriam a derrubada e corte de madeira em uma serraria clandestina, são os responsáveis pelo esquema, juntamente com o dono de uma estância situada em Abaetetuba, para onde era enviado material extraído da área.

A serraria foi descoberta na quinta-feira passada, em um ramal situado na Alça Viária, em Barcarena, nordeste do Pará. Os irmãos Mauro Sérgio de Moraes Duarte, o “Didica”, Raimundo Moraes Duarte e Libânio Moraes Duarte foram indiciados no inquérito juntamente com Sandro Rodrigues, dono da estância e da serraria clandestina. As investigações continuam.
Mauro Sérgio e Sandro Rodrigues foram ouvidos na segunda-feira (21) em depoimento pelo delegado na sede da Dema, em Belém. Foi instaurado inquérito para apurar os crimes de poluição, funcionamento de serraria sem licença ambiental e depósito ilegal de madeira, em que Sandro foi indiciado. Ele também já responde a dois termos circunstanciados de ocorrência. Na quinta-feira passada, ele foi enquadrado por uso de motosserra em área florestal sem licença do órgão ambiental, já que, na serraria clandestina, essa ferramenta era usada para derrubada de madeira.
Sandro foi enquadrado em outro termo circunstanciado, por ter estância sem licença ambiental e por manter madeira serrada estocada no local sem licença, uma vez que, na sexta-feira passada, durante fiscalização no local, a equipe da Dema, junto com fiscais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e peritos criminais do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, contatou que, na estância, havia um depósito com madeira serrada.

Em depoimento, Mauro Sérgio relatou que o pai, que é o dono do terreno e que está com mais de 80 anos de idade, não tinha conhecimento do esquema com o dono da serraria. Ele admitiu que, junto com os dois irmãos, fechou negócio com Sandro Rodrigues, para permitir a extração, corte, beneficiamento e prática de serraria de madeira na área.

Para tanto, como contrapartida, Sandro lhes pagava dinheiro em troca de madeira. Os irmãos recebiam valores que variavam de R$ 25 a R$ 50, por madeira extraída e beneficiada na serraria. A cada dúzia de madeira serrada, Sandro pagava mais R$ 30 aos irmãos e a cada unidade de longarina (conjunto de madeiras serradas), de cinco ou seis metros de cumprimento, os irmãos recebiam mais R$ 50 de Sandro. Segundo o depoimento, o dinheiro era recebido por Raimundo Duarte.

O delegado Marcos Lemos ressaltou que pretende ouvir em depoimento os irmãos Raimundo e Libânio no inquérito e que aguarda os resultados das perícias no local para concluí-lo.

(Agência Pará)

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