Está marcado para a tarde desta quarta-feira (23), o depoimentos dos irmãos karatecas John Michael Santa Rosa, 27, e Johnyvaldo Santa Rosa, 25, que serão ouvidos pelo delegado Jaime Sales, da Seccional de Icoaraci. Os dois são acusados de agressão, estelionato e falsidade ideológica após denúncia de pais de alunos.
O caso ganhou repercussão quando vídeos contendo imagens de supostas agressões cometidas por eles contra alunos foram divulgados por veículos televisivos nos últimos dias.
As denúncias começaram quando familiares de ex-alunos dos karatekas foram até a Federação Paraense Esportiva Educacional de Artes Maciais (FPEEAM) para saber se o certificado emitido pelos irmãos era falso, pois os documentos eram muito simples. Um vídeo gravado por uma pessoa da família foi apresentado a FPEEAM para provar que o aluno havia feito o teste de faixa. Sendo assim, percebidas as agressões.
Segundo informações dos pais de alunos, também foi denunciado que a declaração fornecida pela associação para que as escolas liberassem os alunos da prática de educação física era irregular, pois utilizava sem autorização o CNPJ da então Liga Esportiva Paraense de Artes Marciais (LEPAM), hoje FPEEAM. Miguel Jorge, diretor da FPEEAM disse que John e Johny não têm permissão para "usar o nosso CNPJ".
Disse que assim que documentos com a inscrição da entidade de forma irregular chegarem, as providências serão tomados. Entre os documentos irregulares estão supostas carteiras falsas da federação.
DESDOBRAMENTOS
Ao ver as fortes imagens divulgadas, Pedro Yamaguchi, presidente de academia com o mesmo nome, reconheceu os ex-alunos. "Quando jovens eles treinaram comigo. Porque o pai deles veio me pedir, eles receberam certificado provisório de faixa preta, mas ao retornarem ao Pará quiseram saber Karatê demais, então acabamos não tornando o documento definitivo, porque pra isso ele teria de ter sido reconhecido pela Federação Brasileira de Karatê", afirmou.
ACUSADOS
Os irmãos Santa Rosa alegaram que a certificação dada pela Academia Pedro Yamaguchi foi recebida de maneira regular e jamais foram informados sobre suposto caráter provisório do documento e que se for realmente inválido o certificado recebido processarão o antigo mestre por falsidade ideológica. Também alegaram que a pertenciam à antiga ALEPAM e utilizavam o CNPJ de maneira legal, pois, fornecer a inscrição seria uma das funções da federação.
Outra alegação é que desconhecem qualquer carteira emitida em nome de outra entidade que não fosse da própria associação, através da qual teriam autonomia para fazê-lo. Autonomia também, conforme argumentaram, eles possuem para elaborar a forma que acharem melhor para avaliar os próprios alunos nos exames de faixa, e que a suposta simulação na modalidade Bunkai foi feita de maneira limpa, e que nenhum aluno deles jamais fora machucado. (DOL com informações do Diário do Pará)
>> Clique no vídeo abaixo e assista imagens das supostas agressões dos professores
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