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POLÍCIA

Ex-presidiário é morto em frente a enteada

Na tarde deste domingo, um ex-presidiário foi executado dentro de um bar, na rua Parque das Palmeiras, no bairro do Decouville, em Marituba. Walter Francisco Barreto, que estava com um alvará de soltura desde dezembro, acusado de assalto e tentativa

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Na tarde deste domingo, um ex-presidiário foi executado dentro de um bar, na rua Parque das Palmeiras, no bairro do Decouville, em Marituba. Walter Francisco Barreto, que estava com um alvará de soltura desde dezembro, acusado de assalto e tentativa de homicídio, foi morto com vários tiros à queima-roupa enquanto consumia bebida alcoólica, ao lado de colegas e da enteada de 12 anos.

“Foi tudo muito rápido. Um homem desconhecido se aproximou do Walter e foi logo efetuando os disparos, sem se preocupar com a quantidade de pessoas que estavam no bar. A ousadia do criminoso foi tão grande, que após efetuar os disparos, ele ainda saiu andando do bar, como se nada tivesse acontecido”, afirmou uma testemunha, que prefere manter o anonimato.

Segundo a esposa da vítima, Daniele Regina, Walter foi ainda socorrido por moradores da área e levado para o hospital de urgência e emergência de Marituba, mas não resistiu aos ferimentos e morreu assim que chegou à unidade de saúde. “Eu não faço ideia quem fez isso com o meu marido. Eu sei que ele já respondia por dois crimes, mas isso não justifica essa maldade que fizeram com ele”, relatou a esposa, durante o depoimento a polícia.

De acordo com o escrivão Sergio Frade, da seccional de Marituba, onde o caso foi registrado, o homicídio pode ter ligação com os crimes cometidos pela vítima. “Esse Walter Francisco era um homem perigoso. Além de responder por uma tentativa de homicídio no município de Santo Antônio do Tauá, ele também já participou de um grande assalto nessa cidade. Ou seja, tinha motivos suficientes para que esse crime seja entendido como mais um caso de morte por acerto de contas”, ressaltou o policial.

No bar onde ocorreu o homicídio, o expediente seguiu normalmente como se nada tivesse acontecido. Em menos de duas horas do assassinato, o local já estava lotado de pessoas. No estabelecimento, ninguém quis comentar o caso.

(Diário do Pará)

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