A Polícia Civil de Redenção, sudeste do Pará, está à procura de dois integrantes do bando de assaltantes responsável pelo roubo à agência do Bradesco da cidade. O crime ocorreu no dia 28 de janeiro. Dois acusados de participação no crime, o vigilante Maximiano Bezerra da Silva, de 41 anos, e Benildo da Silva Pereira, 31, já estão presos e permanecem recolhidos no Centro de Recuperação Regional de Redenção à disposição da Justiça.
As prisões foram efetuadas por policiais civis da Superintendência Regional do Araguaia Paraense, com apoio de policiais civis da Delegacia de Conflitos Agrários de Redenção (DECA).
Segundo o delegado Carlos Eduardo Vieira, responsável pelo inquérito, Benildo Pereira é considerado o mentor do assalto. Foi ele o responsável em planejar o crime e fornecer as armas usadas no roubo. Já Maximiano Bezerra é funcionário de uma empresa de segurança privada em Redenção e atuou, junto com Benildo, no apoio logístico à quadrilha, fornecendo desde armas, até informações detalhadas sobre a segurança, monitoramento e movimentação bancária. "Por ter conhecimento interno da agência, foi ele quem colocou as armas escondidas dentro de uma sala no banco para uso pelo bando no assalto", explica o policial civil. Dias antes, Maximiano teria levado os comparsas para fazer o reconhecimento do interior da agência para posteriormente agir. De acordo com o delegado, no dia do assalto, os bandidos entraram no banco, como se fossem clientes, e se esconderam em uma sala.
Ao encerrar o horário de atendimento ao público, eles saíram das salas, já armados, e renderam os funcionários e um vigilante, fazendo reféns cerca de dez pessoas. Depois, obrigaram o gerente a subir até ao segundo andar do prédio para abrir o cofre. Os assaltantes levaram apenas dinheiro do movimento do dia na agência. Os assaltantes levaram cerca de R$ 280 mil do banco. Antes de deixar o local, os bandidos retiraram os HDs (discos rígidos) dos computadores, onde eram armazenadas as imagens internas do circuito de câmeras da agência, com objetivo de dificultar a identificação. Os assaltantes não levaram a arma do vigilante nem os celulares dos funcionários. Conforme o delegado, o vigilante Maximiano conhecia bem o funcionamento da agência, por já ter trabalhado nela.
Assim, ele tinha acesso às informações da segurança, aos horários de chegada de numerários bancários, horários de chegada e saída de funcionários e à movimentação financeira. De acordo com Carlos Vieira, o vigilante é suspeito de envolvimento em outro assalto, ocorrido há cerca de quatro meses, em uma empresa distribuidora de bebidas na região, pois ele também já havia trabalhado nesse local.
A quadrilha é investigada por participação em assaltos às agências bancárias nas cidades de São Félix do Xingu, Tucumã e Rio Maria. O delegado Carlos Eduardo afirmou que os trabalhos de investigação continuarão. A quadrilha já é considerada desarticulada e agora é questão de tempo para que os outros integrantes sejam presos.
(DOL, com informações Polícia Civil)
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