Milhares de relógios, óculos, perfumes, cigarros, gel para cabelo, entre outros produtos falsificados foram apreendidos na madrugada de quarta-feira, 6, com seis homens, que transportavam os materiais em um barco. A polícia apreendeu 249 caixas com o material de origem fiscal desconhecida. Um deles ainda teria tentado subornar os policiais. A prisão da quadrilha foi realizada pelo Grupamento de Polícia Fluvial da Polícia Militar do Pará.
Ernando Luís de Oliveira Medeiros, 46 anos, Manoel Pedro da Paixão Lopes, 24 anos, Antonildo da Silva Negrão, 30 anos, Rosimar Moraes de Assunção, vulgo “Dinho”, 40 anos, Lucival dos Santos Lobato, 33 anos, e Moacir Amorim da Cruz, 45, foram presos em flagrante delito.
Os cinco tripulantes foram indiciados por crimes de formação de quadrilha, descaminho e contrabando. Moacir que tentou subornar os policiais, além dos crimes acima, será indiciado por corrupção ativa.
Conforme informações do delegado Dilermando Dantas, da Delegacia de Polícia Fluvial, unidade vinculada ao Grupamento Fluvial do Estado, os produtos tinham origem do Suriname. Todos os produtos estavam escondidos no porão do barco.
“A carga veio do Suriname, já passou pelo estado do Amapá e iria abastecer o comércio ilegal na Região Metropolitana de Belém, o interior do estado e seguiria para São Paulo”, disse.
Segundo o delegado, dois dos presos ofereceram R$20 mil de propina, para a liberação da carga. “A prisão foi feita na região do Baixo Acará e dois dos envolvidos ofereceram propina, para que a carga fosse liberada. Combinamos o encontro na escadinha da Estação das Docas e assim que entregaram o dinheiro foi dada voz de prisão à quadrilha”, afirmou.
O dono do barco Lucival Lobato, contou que receberia R$10 mil para transportar os produtos. “Eu ia receber dez mil reais de um homem de São Paulo, que me contratou. Essa carga eu recebi no meio do rio, ainda em Macapá, mas não sei para onde ia. Meu serviço só era transportar”, alegou.
O capitão da PM Kleverton Firmino Gomes, oficial do grupamento, foi quem comandou a ação da prisão da quadrilha composta por cinco tripulantes e os dois proprietários da mercadoria. Segundo ele, o prejuízo seria de mais de um milhão de reais.
“Pela quantidade de caixas de produtos falsificados podemos estipular que são mais de um milhão de reais em produtos piratas. Depois de retirado do barco, tudo será contabilizado, pesado e encaminhado para a Receita Federal”, explicou.
Dezenas de caixas contendo relógios, óculos, perfumes, velas, roupas, maços de cigarros, foram colocados durante pelo menos três horas pelos tripulantes do barco no porto da sede do Grupamento de Polícia Fluvial, localizado na Avenida Arthur Bernardes.
De acordo com o delegado, criado em 2011, o grupamento conta com o efetivo de 65 policiais com uma estrutura de oito lanchas, dois barcos condutores de tropa e duas embarcações de ações táticas.
“As ações de fiscalização são realizadas durante 24 horas, em combate às ações de piratas, contrabandos, tráfico de drogas e assaltantes. Além das policias civil e militar, contamos também com o apoio do Corpo de Bombeiros”, finalizou.
(Diário do Pará)
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