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POLÍCIA

Ex-presidiário é morto a tiros e facadas

Perseguição. Crueldade. Sete tiros e três facadas. A morte. O ex- presidiário Diego Barros da Cruz, mais conhecido pelo apelido de “Cabeção”, 20 anos, foi assassinado no início da madrugada de ontem, na passagem Fé em Deus, bairro São João do Outeiro, na

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Perseguição. Crueldade. Sete tiros e três facadas. A morte. O ex- presidiário Diego Barros da Cruz, mais conhecido pelo apelido de “Cabeção”, 20 anos, foi assassinado no início da madrugada de ontem, na passagem Fé em Deus, bairro São João do Outeiro, na ilha de Outeiro, em Belém. Segundo familiares, a vítima havia saído da cadeia na última sexta-feira (08). A motivação do crime seria um acerto de contas por causas ainda desconhecidas.

Da última vez ele teria sido preso por crime de porte ilegal de arma de fogo, na região de Icoaraci, em Belém. Ele cumpria pena no Presídio Estadual Metropolitano I (PEM I). Conforme informações da polícia, “Cabeção” já teria uma vasta ficha criminal.

PRECOCE

Desde a adolescência, Diego já teria sido apreendido por envolvimento em um estupro e em um assalto com refém, todos cometidos no município de Salinópolis ou simplesmente Salinas, como é mais conhecido, localizado no nordeste paraense.

De acordo com o cabo PM Hélio Assis, da viatura 9337, do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM), o assassinato pode ter sido uma execução.

“Na última sexta-feira ele ganhou liberdade do PEM I e já teria sido preso três vezes. Por ser uma área de tráfico de drogas, a população prefere não comentar muito sobre o caso. Acredito que se trata de uma execução, mas os motivos ainda são desconhecidos. Contamos agora com a colaboração da população para nos ajudar a encontrar os criminosos, denunciando”, falou.

Perseguição começou no calçadão da Praia Grande

Uma moradora, que não quis ter a identidade revelada, disse que “Cabeção” foi perseguido desde o calçadão da Praia Grande.

“Ele veio sendo perseguido pela ponte da invasão, que dá acesso ao calçadão da praia. Os homens que o mataram vieram correndo atrás dele e terminaram de matá-lo aqui. Só ouvi os tiros, mas não vi quem cometeu o crime”, afirmou.

Uma prima de Diego, que também preferiu não ter o nome revelado, comentou que a vítima não morava em Outeiro e tinha família no município de Salinópolis.
“Ele saiu da cadeia na sexta-feira e veio passar esses dias na casa da tia dele, que é a minha mãe. Ele morava em Salinas e já ia retornar para lá. Nessa noite ele saiu e disse que ia lanchar e depois já foram me chamar em casa, dizendo que ele estava morto. Ninguém sabe a motivação de terem matado o meu primo, nem quem fez isso com ele”, declarou.

TIROS E FACADAS
Em uma rua escura, com bastante lama e debaixo de uma chuva fina que caia na madrugada de ontem, uma equipe de peritos criminais do Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves, composta por Sandro Lemanski e Gilberto Almeida, realizou o levantamento de local e constatou a crueldade do crime.
“Nas costas ele foi atingido com uma facada e dois tiros. No peito foram dois tiros e uma facada. No braço esquerdo, possivelmente de defesa, localizamos um corte de faca. No rosto foram disparados três tiros. Com certeza, os golpes e tiros foram mesmo para matar”, esclareceu o perito Gilberto Almeida.

TENTATIVA DE FUGA

As evidências de uma tentativa de fuga frustrada para se salvar foram encontradas pelos peritos. “Além disso, verificamos duas lesões no pescoço, provavelmente ocasionadas por um arame farpado de um cercado aqui próximo. Esses ferimentos podem ter sido provocados no momento em que ele tentava fugir dos criminosos”, finalizou o perito criminal.

A Polícia Civil através de uma equipe de plantão da Divisão de Homicídios (DH), comandada pelo delegado Eduardo Rollo, acompanhou e coletou informações que possam auxiliar nas investigações.
O corpo de Diego foi removido para o Instituto Médico Legal (IML). O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Outeiro. Até o final da madrugada de ontem, a polícia não tinha informações sobre o(s) suspeito(s) do crime.

(Diário do Pará)

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