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POLÍCIA

Polícia procura acusado de matar ex-vereador

Em entrevista à imprensa na manhã nesta terça-feira, 12, o delegado José Orimaldo da Silva, da Delegacia de Polícia de Xinguara, detalhou as investigações que culminaram com a elucidação do assassinato do ex-vereador Elpídio Pereira da Silva, o “Biro Biro

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Em entrevista à imprensa na manhã nesta terça-feira, 12, o delegado José Orimaldo da Silva, da Delegacia de Polícia de Xinguara, detalhou as investigações que culminaram com a elucidação do assassinato do ex-vereador Elpídio Pereira da Silva, o “Biro Biro”, no último dia 6 de fevereiro. Ele foi morto por volta das 12 horas, dentro de sua caminhonete, na PA-279, às proximidades de Xinguara. De acordo com o delegado, quem matou o ex-vereador foi o vaqueiro Manoel Pereira Oliveira, 39, casado, natural de Arapoema (TO), residente no setor Mariazinha, em Xinguara. Ele teria sido incentivado por Kátia Dias Ribeiro, 49, ex-cunhada de “Biro Biro”.

O crime teria sido primeiramente arquitetado pelo próprio criminoso, com a alegação de que Elpídio teria assediado sua mulher. Ao saber da intenção do vaqueiro, Katia o instigou para que cometesse o crime e ainda teria lhe ofertado certa quantia em dinheiro pelo serviço. Manoel, se passando por fazendeiro, e usando o nome fictício de “Carlos”, telefonou para a vítima com a desculpa de contratar seus serviços para fazer a medição de uma terra. “Biro Biro” trabalhava como consultor em georreferenciamento de terras em propriedades rurais da região. Sem imaginar que se tratava de uma emboscada, “Biro Biro” foi ao encontro do suposto fazendeiro que o aguardava às margens da PA-279. Ao abrir o vidro da caminhonete para conversar com ele, recebeu um tiro à queima roupa, morrendo na hora.

TESTEMUNHAS

Conforme o delegado Orimaldo, foi durante as investigações que a polícia chegou a duas testemunhas-chave do crime. Foram elas que disseram o nome do criminoso e onde a moto usada no crime estava escondida. A testemunha que delineou a participação de Kátia no crime foi a mulher do homicida, Luzenir. Ela contou detalhes do crime ao delegado, e acusou a participação de Katia. Durante acareação feita entre as duas, Luzenir manteve todas as acusações.

Kátia negou sua participação na morte do ex-cunhado. Ela foi presa na segunda-feira (11), a mando da Justiça. A acusada será transferida para a penitenciária de Redenção. A reportagem tentou falar com ela, com o objetivo de ouvir sua versão sobre os fatos, mas seu advogado negou o pedido, informando que só depois que a verdade aparecer é que ela irá se pronunciar.

Segundo o delegado Orimaldo, “Biro Biro” e Carla (irmã de Kátia) estavam em litígio devido à separação. No dia 14 de fevereiro aconteceria a segunda audiência de conciliação sobre a divisão do patrimônio do casal. Por causa dessa situação, Carla estava sofrendo muito e essa pode ter sido a motivação da ex-cunhada. Agora a polícia tenta prender o acusado do crime, que está foragido.

Além da equipe do delegado José Orimaldo da Silva, participam das investigações o delegado Lenoir Alves Campos Cunha, da Divisão de Homicídio de Belém, e sua equipe de investigadores.

(Diário do Pará)

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