Era terça-feira de carnaval. Multidão, folia e muita bebedeira. Em meio a alegria, a violência deu as caras, com dois baleamentos, um morto, um preso. Em plena Praça Matriz, do Menino Deus, em Marituba, Região Metropolitana de Belém, alguns tiros assustaram os foliões durante a madrugada de ontem. Fábio Teles de Oliveira, 26, também conhecido como “Pico”, foi assassinado com dois tiros na cabeça, à queima roupa. Outro rapaz, ainda não identificado, ficou ferido e foi levado para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência. O autor do disparo contra um deles foi detido por porte ilegal de arma.
A festa carnavalesca acabou para centenas de pessoas por volta das 4h30. Mesmo acontecendo em meio a todas elas, ninguém se atreveu em contar detalhes dos crimes. Alegaram não terem escutado nada, visto nada. A namorada de Fábio contou à polícia que um homem desconhecido, chegou por trás, efetuou dois tiros e fugiu. A vítima morava no município de Benevides e era manauara.
A poucos metros dali, um homem ainda não identificado, também sofreu um atentado, mas foi imediatamente socorrido para o hospital. Testemunhas apontaram dois rapazes como os responsáveis pelos disparos.
Ambos os casos estão sendo investigados pela polícia, já que os crimes foram simultâneos. A possibilidade de envolvimento entre os dois casos, sendo em relação à autoria ou a motivação, também não é descartado pela polícia. Peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves e investigadores da Divisão de Homicídios estiveram no local para o levantamento das informações dos crimes.
PRESO
Assim que um dos disparos foi ouvido pelos policiais militares da 12ª Área Integrada de Segurança Pública (AISP), que faziam a segurança dos foliões, algumas pessoas que viram o homem ser baleado denunciaram o criminoso e pelas características apontadas: blusa e boné azul. Ronald Ribeiro de Farias, 18, foi identificado e preso.
O jovem surpreendido com um revólver, calibre 32, contendo dois cartuchos, um deflagrado e outro intacto, disse à polícia que estava com a arma para se defender de uma desavença. “Ele queria me bater. Só quis me defender”, disse Ronald. Quanto aos tiros que vitimaram Fábio, o acusado negou qualquer envolvimento.
“Não temos nenhuma informação na semelhança entre os dois casos, porém, iremos investigar”, afirmou o delegado William Alexandre, da Seccional Urbana de Marituba.
(Diário do Pará)
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