Outro crime envolvendo vários jovens do bairro São Francisco, em Marituba, pode ter ligação com a morte de Samuel Cardoso. Durante a mesma madrugada, ontem, Rubenvaldo da Silva Rodrigues, de 26 anos, também esteve com “amigos” em um bar na Rua da Cerâmica e terminou logo no começo da manhã. A suspeita é que o grupo de amigos nos dois casos seria o mesmo.
A vítima, segundo testemunhas, estava bebendo com mais três rapazes conhecidos como “Lourinho”, “Dentinho”, “Conserva”, e outro ainda não identificado. Ao tentar impedir uma briga entre os colegas e uma sexta pessoa, que passava do lado de fora do bar, ele foi jurado de morte por “Lourinho”.
Depois da confusão, Rubenvaldo foi sozinho para casa, que fica na 1ª Rua da Cerâmica, e por volta das 6h teve o local invadido por “Lourinho” e os demais rapazes que estavam com ele no bar. “Eles arrebentaram uma parte da janela e atiraram de lá mesmo para o lado de dentro. Todo mundo viu que foi o Lourinho, já era dia, estava tudo claro. Ele saiu correndo com a arma na mão”, contou uma cunhada da vítima.
Atingido na região do peito, abdômen e perna, ele foi socorrido pelos vizinhos e levado para o Hospital Municipal de Marituba. Devido seu estado grave, o jovem ainda chegou a ser encaminhado para o Hospital Metropolitano de Urgência, no entanto, não resistiu aos ferimentos e faleceu ainda durante a manhã de domingo.
DENÚNCIA
Além da perda do filho, a mãe do rapaz está revoltada com uma equipe da Polícia Militar que teria prendido o “Lourinho” e outro dos rapazes suspeitos de participar do crime, mas não teria levado nenhum deles para a Central de Flagrantes de Marituba. “Não só ela, mas várias pessoas viram os policiais colocarem os dois na viatura. Nós fomos até a seccional e os policiais não levaram eles para lá”, afirmou um parente do rapaz.
A família diz que a prisão dos dois suspeitos ocorreu pela manhã, e que os rapazes ainda estavam armados.
Na Seccional de Marituba não houve apresentação dos suspeitos até o final da tarde de domingo e a orientação dada, segundo os familiares da vítima, foi para que procurem a corregedoria da Polícia Militar. “Se eles não apresentarem os dois hoje na polícia, nós vamos até a corregedoria”, confirmou uma cunhada de Rubenvaldo.
(Diário do Pará)
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