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POLÍCIA

Preso bando que roubava caixas eletrônicos

Uma operação da Delegacia de Repressão a Crimes Tecnológicos prendeu na tarde de ontem, no Radisson Hotel Maiorana na Avenida Braz de Aguiar, em Nazaré, uma quadrilha especializada em roubos de caixas eletrônicos. Marco Antônio Silveira Felix, Rechalbe R

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Uma operação da Delegacia de Repressão a Crimes Tecnológicos prendeu na tarde de ontem, no Radisson Hotel Maiorana na Avenida Braz de Aguiar, em Nazaré, uma quadrilha especializada em roubos de caixas eletrônicos.

Marco Antônio Silveira Felix, Rechalbe Rodrigues Martins, Heury Meury Sousa dos Santos, Luis Felipe Silva de Jesus e Moisés Silva do Nascimento são acusados de captar, através de dispositivos tecnológicos, a senha de abastecimento de caixas eletrônicos em vários estados do Brasil. “Com a ajuda de mecanismos como Bluetooth, o bando conseguia ter acesso a senha principal dos caixas eletrônicos e com isso roubava todo o dinheiro que era depositado nos caixas. A quadrilha já havia aplicado o golpe em estados como São Paulo, Alagoas, Rio de Janeiro, Pernambuco e Ceará e a previsão da polícia é que no total, o bando já tenha roubado mais de um milhão de reais com esse golpe”, afirmou a delegada Beatriz Silveira.

Com os acusados, a polícia apreendeu um dispositivo com o teclado numérico do cofre de caixas eletrônicos, conhecido popularmente como “chupa cabra”, que era usado para capturar a senha de acesso ao caixa; um transmissor de Bluetooth de longo alcance com uma antena; computadores; rolos de fita dupla face usados para colar os aparelhos “chupa cabras” nos caixas eletrônicos; além de ferramentas como serra, alicate e chaves de fenda e uma manta térmica, usada para burlar o sistema de alarme. “O bando tinha um esquema tecnológico muito bem desenvolvido, que fazia com que o golpe fosse aplicado sem que o sistema de segurança do banco detectasse o roubo. Tudo era feita de forma muito bem articulada, tanto que eles não se interessavam pelas senhas de clientes das agências, mas sim pela senha geral que abastece o cofre e geralmente é usada pelos gerentes dos bancos”, ressaltou a delegada.

A quadrilha instalava o dispositivo com o falso teclado numérico, capturava a senha do caixa através do Bluetooth e em seguida voltava aos caixas eletrônicos para roubar todo o dinheiro que era depositado ali. “Para não ser detectado pelo sistema de alarme das agências, o bando ainda usava uma manta térmica, que era utilizada especificamente pelo integrante da quadrilha que instalava o dispositivo conhecido como ‘chupa cabra’”, afirmou o delegado João Bosco Rodrigues, diretor da Polícia Especializada da Delegacia Geral.

Segundo a polícia, a quadrilha estava sendo investigada há mais de uma semana, desde que se instalou em Belém e não chegou a roubar nenhuma agência no estado, mas há vários dias já vinha sondado algumas casas bancárias da cidade. “Como eles estavam instalados em um hotel de luxo e usavam um carro alugado para se locomover na cidade, tudo era feito de forma muito discreta e nós já vínhamos acompanhando há dias todos esses passos do grupo”, explicou o diretor.

Nenhum acusado falou com a imprensa, pois segundo a polícia, eles só poderiam falar após os depoimentos na sede da Delegacia Especializada. Os quatros homens e a mulher tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça e foram autuados por formação de quadrilha, tentativa de furto mediante fraude e falsidade ideológica.

(Diário do Pará)

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