Em um dos episódios do seriado Chaves, o personagem Seu Madruga diz: “Não existe trabalho ruim... o ruim é ter que trabalhar”. A frase se encaixa muito bem com a vida de Gilson Nogueira Carvalho, vulgo “Seu Madruga”, foragido da Colônia Agrícola Heleno Fragoso por roubo, após se envolver em um assalto a bancos. Ele foi recapturado pela Polícia Militar (PM) na madrugada de quarta-feira, 20, depois de desfrutar três meses de liberdade. Ele alegou que rouba porque não gosta de trabalhar e prefere dar trabalho para a polícia.
Gilson estava em regime semiaberto na Colônia Agrícola Heleno Fragoso, localizada no município de Santa Izabel do Pará. Conforme informações da polícia, ele foi flagrado no Canal da Pirajá com a Passagem A, no bairro da Sacramenta, em Belém.
A guarnição da viatura 9105, da 1ª Companhia (Cia) / 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), composta pelo cabo PM Alessandro Carreira e o soldado PM Flávio Moraes, foi quem efetuou a prisão de Gilson.
“Ele foi denunciado pela companheira que teria sido agredida por ele, nesta segunda-feira (19). Fomos atender a ocorrências, mas ele havia fugido. Inclusive, ela que disse que ele era foragido. A companheira dele o descreveu como um homem magro, com uma tatuagem de palhaço na barriga e uma carpa no braço. Além disso, ela falou que ele parecia com o ‘Seu Madruga’, que é o apelido dele”, falou o soldado PM.
O foragido foi localizado em via pública e ainda teria tentado disfarçar, fazendo uma dança. “Nós já tínhamos a descrição dele e em ronda ostensiva o vimos parado, sozinho, no Canal da Pirajá. Ele tentou disfarçar o medo, dançando, mesmo sem música nenhuma, mas foi logo preso”, finalizou.
“Seu Madruga” foi encaminhado para a Central de Flagrantes da Seccional Urbana de São Brás. Procurado pela imprensa, ele falou que não gosta de trabalhar e prefere dar trabalho para a polícia.
“Depois que fugi, fiquei pelas ruas mesmo, sem fazer nada. Não estava roubando. Nunca gostei de trabalhar. Já procurei emprego, mas não conseguia arranjar. E agora não aparece emprego nenhum. O jeito é dar trabalho para a polícia”, alegou.
O delegado Eden Bentes, de plantão na Ceflag, explicou que Gilson perderia o direito de responder pelo seu crime em regime semiaberto. “Ele será mantido na Central de Triagem e ficará à disposição da Justiça. Provavelmente, por ter fugido, ele perderá o direito de responder em liberdade e cumprirá sua pena em regime fechado”, explicou.
(Diário do Pará)
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