A detenta Dejanira Feitosa dos Santos, que cumpre pena no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama) , em Marabá, denunciou que estava sendo vítima de assédio sexual por parte de um agente prisional de prenome “Décio” e que atualmente é o chefe da segurança.
O depoimento aconteceu na Sétima Vara de Execuções Penais de Marabá, na manhã da última terça-feira (19) e foi testemunhado pelos advogados: Wandergleisson Fernandes Silva, Arnaldo Barros, promotora Alexandra Muniz Mardegan e do juiz Jonas da Conceição Silva.
A detenta prestava depoimento a respeito de um suposto telefone celular que Dejanira dos Santos estaria usando no pavilhão feminino do regime semiaberto, motivo pelo qual sofreu punição e atualmente está custodiada no regime fechado.
De início, Dejanira dos Santos informou que o agente Décio “possui problemas com ela e que não possuía nenhum celular” e que o aparelho foi colocado pelo agente entre os seios dela. Contou ainda no final do ano passado, participou de uma entrevista na Rádio Itacaiúnas e estava sem escolta feminina.
ALMOÇO
No retorno ao Crama, o agente prisional pagou um almoço para a detenta e uma colega dela de prenome “Francilene”.
O almoço aconteceu numa tradicional churrascaria localizada no bairro Cidade Nova, próxima ao aeroporto de Marabá. Ainda de acordo com Dejanira dos Santos, foi durante este almoço que o agente prisional Décio disse que se ela cedesse aos apelos sexuais dele, poderia receber ajuda na penitenciária.
Em outra oportunidade, ainda de acordo com a detenta, o agente Décio lhe assediou quando estava no refeitório feminino e perguntou o que ela tinha resolvido em relação à proposta dele.
Contou ainda que foi assediada por outros agentes prisionais, entre eles um de prenome Valdir e que recusou todos os assédios, inclusive o de Décio.
Quanto à acusação do uso do telefone celular, reforçou dizendo que o agente prisional Décio, colocou um aparelho entre os seios dela e, que imediatamente apanhou o aparelho e perguntou o que era aquilo.
Incontinenti, o agente disse que era um celular e ela retrucou dizendo que celular não era seu e que o agente rebateu: “agora é seu”, e em seguida foi chamada por outros agentes e aprisionada na cela 5, fato que aconteceu no dia 31 de janeiro deste ano.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar