Sob a presidência do juiz da Vara Penal de Parauapebas, Líbio de Araújo Moura, o Tribunal de Júri se reúne na manhã desta quinta-feira para começar o julgamento dos acusados do assassinato da comerciária Ana Karina Matos Guimarães, grávida de nove meses, que foi assassinada nas proximidades do Clube City Park, em Parauapebas. Quem primeiro senta no banco dos réus é Florentino de Sousa Rodrigues, o “Minêgo”.
O julgamento será na Sala do Tribunal do Júri da Comarca de Parauapebas, na Rua C, bairro Cidade Nova, às 8h. Os outros pronunciados entraram com recurso e deverão ser julgados assim que estes recursos forem despachados pelo Tribunal de Justiça do Pará. Além de “Minêgo”, foram denunciados Alessandro Camilo de Lima, a noiva dele, Grasiela Barros Almeida, e Francisco de Assis Dias, o “Magrão”.
Os promotores Danilo Pompeu Collares e Guilherme Chaves Coelho serão os representantes do Ministério Público no julgamento. O advogado Fernando Jorge Dias de Souza representará Florentino de Souza Rodrigues.
Por telefone, o jornal entrou em contato com o juiz Líbio Moura. Ele disse que não ia comentar sobre os detalhes do processo por uma questão de ética profissional. Disse apenas que tomou as medidas de segurança que o caso requer.
O CASO
O assassinato de Ana Karina ocorreu em 10 de maio de 2010, por volta das 19h. Segundo os autos do processo, a comerciária foi assassinada porque estaria grávida de Alessandro Camilo e teria cobrado que ele arcasse com as despesas do parto e também pagasse pensão alimentícia.
Ainda de acordo com o processo, Camilo teria matado Ana Karina a tiros e depois, com ajuda de “Magrão”, teria esquartejado a vítima, colocado-a em um tambor e jogado no Rio Itacaiunas, no município de Marabá. O corpo nunca foi localizado.
Segundo os autos do processo, “Minêgo” é acusado de ser o intermediário entre Camilo e “Magrão; a noiva de Camilo, Grasiela Almeida, é acusada de ter pleno conhecimento de detalhes acerca do modo de execução e da forma de ocultação do cadáver.
O assassinato de Ana Karina ganhou repercussão nacional, sobretudo pela forma brutal como a jovem grávida foi executada. Diversas passeatas foram realizadas em Parauapebas pedindo a condenação dos acusados.
(Diário do Pará)
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