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POLÍCIA

Sentença do caso Ana Karina deve sair às 23h

A sessão de julgamento do réu Florentino de Sousa Rodrigues, acusado de envolvimento na morte da comerciária Ana Karina, em Parauapebas, está na fase de debates. Acusação e defesa terão uma hora e meia, mais réplica e tréplica, para exposição de suas tese

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A sessão de julgamento do réu Florentino de Sousa Rodrigues, acusado de envolvimento na morte da comerciária Ana Karina, em Parauapebas, está na fase de debates. Acusação e defesa terão uma hora e meia, mais réplica e tréplica, para exposição de suas teses. A previsão é que a sentença saia por volta das 23h desta quinta-feira (21).

Uma das testemunhas de defesa permanece à disposição do Juízo, a pedido da Promotoria de Justiça, caso seja necessário ser novamente ouvida. As demais que foram ouvidas pela manhã (quatro testemunhas de acusação e duas de defesa) já foram liberadas após seus respectivos depoimentos.

O interrogatório do réu Florentino Rodrigues teve duração de cerca de uma hora. Ele negou que tenha qualquer participação no assassinato da comerciária, que estava grávida de nove meses. Além de Florentino, figuram como réus no processo Alessandro Camilo de Lima, Graziela Barros Almeida e Francisco Assis Dias. Contrariados com a decisão que determinou que eles fossem a júri popular, os três recorreram da sentença e aguardam julgamento do recurso. Apenas Florentino não recorreu da sentença.

ENTENDA O CASO

De acordo com os autos do processo, Ana Karina, que estava grávida de nove meses, foi assassinada em 10 de maio de 2010, figurando como suposto mandante o pai da criança que esperava, Alessandro Camilo. Conforme a denúncia, Alessandro teria planejado o crime com o apoio de sua noiva, Graziela, e atraído a vítima para uma emboscada. Alessandro, sob o argumento de que repassaria valores a Ana Karina para as despesas do parto, marcou encontro com a vítima, levando-a para um local ermo, onde já aguardavam Francisco de Assis Dias, e Florentino de Souza Rodrigues.

A vítima foi morta a tiros, sendo depois colocada em um tambor que estaria na carroceria da caminhonete de Alessandro, e jogada no rio Itacaiunas. Antes, no entanto, os acusados teriam colocado pedras no tambor e feito perfurações, para que permanecesse no fundo do rio. O corpo da vítima, embora os acusados tenham apontado o local onde foi jogado o tambor, nunca fora encontrado.

(DOL, com informações do TJE)

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