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POLÍCIA

Operação prende 26 no Re x Pa

Depois das cenas de violência do primeiro RE x PA do ano, órgãos do Estado anunciaram que iriam reforçar o contingente de servidores para garantir a tranquilidade no Estádio Olímpico. O Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ-PA), por exemplo, colocou ô

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Depois das cenas de violência do primeiro RE x PA do ano, órgãos do Estado anunciaram que iriam reforçar o contingente de servidores para garantir a tranquilidade no Estádio Olímpico. O Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ-PA), por exemplo, colocou ônibus dos Juizados Especiais Itinerantes para atender às demandas cíveis e criminais e julgar crimes previstos no Código Penal e no Estatuto do Torcedor dentro e no entorno do Mangueirão. No entanto, mesmo com público total de cerca de 39 mil torcedores, ontem à tarde apenas duas pessoas teriam sido julgadas, acusadas de vender bilhetes falsos.

BALANÇO

Ao final da operação “Paixão Nacional”, 26 pessoas foram encaminhadas à Unidade Móvel da Polícia Civil, entre as quais oito eram adolescentes. Entre os delitos cometidos estavam a comercialização ilegal de ingressos, tumulto, poluição sonora, além de Eduardo Moraes Ribeiro, de 38 anos, com quem foi encontrado um terçado nas imediações do Mangueirão.

A maior pena aplicada foi a de afastamento de seis meses de qualquer estádio para qualquer tipo de evento esportivo. Foi informado aos infratores em que base policiais eles terão que comparecer nos dias dos jogos do time do coração, para receber palestras educativas durante esse período.

Segundo o juiz auxiliar da coordenadoria dos juizados, Cristiano Arantes, os crimes que deveriam ser julgados seriam aqueles de menor potencial ofensivo, com penas previstas no código penal de até dois anos. “Essa foi a primeira que vez que o Juizado Especial Itinerante atuou durante um evento esportivo no Pará. A intenção do Tribunal de Justiça é manter a ação em todos os eventos com público acima de 20 mil pessoas”, explica.

Dois ônibus dos Juizados Especiais ficaram instalados no estacionamento do Departamento Estadual de Trânsito e atenderiam ocorrências em um raio de até cinco quilômetros do estádio. Um terceiro ficou responsável por processos de infrações cometidas dentro do Mangueirão. Crimes como ameaças, lesão corporal ou danos ao patrimônio seriam de responsabilidade do Juizado Especial.

Segundo a juíza presidente do ônibus itinerante que atuou no Mangueirão, Claudia Favacho, um dos grandes trunfos da organização foi divulgar a programação especial. “Foi amplamente mostrado na mídia que uma série de medidas preventivas seriam realizadas”.

No início do mês, a Segup (Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social) havia anunciado a criação de uma força-tarefa, composta pelas polícias Civil e Militar, Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac), Ministério Público do Estado (MPE) e outras instituições para atuar durante jogos entre Remo e Paysandu.

No Mangueirão, era visível a presença significativa de agentes da Guarda Municipal, Polícia Militar e da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam). 953 PMs faziam a segurança do clássico.

(Diário do Pará)

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