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POLÍCIA

Desconhecido é executado no Mangueirão

O Estádio Olímpico do Pará, que fica na Rodovia Augusto Montenegro, km 03, mais popularmente chamado de Mangueirão, nome que deu origem ao bairro onde se encontra, foi inaugurado em 1978. Palco de partidas de futebol memoráveis e local comum do clássico r

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O Estádio Olímpico do Pará, que fica na Rodovia Augusto Montenegro, km 03, mais popularmente chamado de Mangueirão, nome que deu origem ao bairro onde se encontra, foi inaugurado em 1978. Palco de partidas de futebol memoráveis e local comum do clássico rei da Amazônia, entre Remo e Paysandu, o aclamado Re X Pa, na madrugada de ontem foi cenário de um misterioso caso de homicídio. Um homem ainda não identificado, aparentando ter entre 20 e 25 anos, foi assassinado com quatro tiros, em circunstâncias ainda desconhecidas, na entrada do Portão B3, no estacionamento do estádio.

Uma testemunha do crime informou à polícia que a vítima antes de ser morta, teria sido perseguida por um ou dois homens, que estavam junto dele em um dos campos de areia localizados na área ao redor do estádio. O jovem teria sido recebido pelo primeiro tiro durante a tentativa de fuga da morte, mas depois de ferido e caído no chão, ainda foi atingido por um tiro na cabeça.

Um carro modelo Gol, cor vermelho, placa não identificada, teria dado fuga aos criminosos. Além disso, outra informação levantada pela polícia seria de que a vítima estaria no interior deste carro antes de sair correndo e ser morta.

A Polícia Militar (PM) foi acionada através do Centro Integrado de Operações (Ciop 190) e de acordo com informações, o baleamento ocorreu por volta de 1h. Para o sargento PM Bessa, da viatura 9162, do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), “um carro vermelho teria passado pelo local, mas não se sabe se o veículo estava envolvido no caso ou se foram os ocupantes desse automóvel que viram o corpo e informaram a polícia”.

USO DE DROGAS

Uma guarnição da Ronda Tática Metropolitana (Rotam) também foi ao local do crime. O capitão PM Ericles de Araújo, da viatura 6711, contou que a área no entorno do Mangueirão é bastante frequentada por usuários de drogas e também seria usado para prostituição.

“Este terreno onde ficam os campos e o matagal, durante a noite e a madrugada é muito utilizado por viciados e homossexuais que vem se prostituir. Ninguém aqui da área conhece a vítima e os vigias do estádio contaram que só ouviram os disparos. Provavelmente mais de uma pessoa está envolvida no crime”, declarou.

Polícia pede ajuda para elucidar o crime

Uma equipe de policiais civis da Divisão de Homicídios (DH), liderados pelo delegado Lenoir Cunha, esteve na cena do assassinato e colheu com muita dificuldade os escassos depoimentos de prováveis testemunhas do caso.

O delegado Lenoir afirmou que para buscar uma linha de investigação que explique o caso a polícia vai precisar da colaboração da população.

“São poucas as informações sobre o crime. Mas fomos informados que ele teria sido baleado a pelo menos cinquenta metros daqui e estaria sendo perseguido por um ou dois criminosos. Depois de caído, ainda foi atingido por um tiro na cabeça. Ainda é cedo para afirmar uma linha de investigação. Para que possamos descobrir quais as razões da morte dele, quem tiver qualquer informação pode telefonar para o 181 (Disque Denúncia)”, explanou.

Os peritos do Instituto de Criminalística (IC) do Centro de Perícias Científicas (CPC) “Renato Chaves” foram ao local do homicídio e localizaram quatro tiros espalhadas pela cabeça, costa, peito e braço esquerdo.

Nenhum documento ou pertence pessoal da vítima, que pudesse identificá-la, foi encontrado durante o levantamento de local de crime. Até o final da madrugada de ontem, devido a escassez de testemunhas, poucas informações sobre as circunstâncias do crime foram confirmadas pela polícia.

O corpo dele foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) onde aguardava reconhecimento de familiares, para poder ser liberado para os atos fúnebres. O caso foi registrado na Seccional Urbana da Marambaia.

(Diário do Pará)

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