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POLÍCIA

CPC analisa ossada encontrada em Alenquer

O delegado de Polícia Civil de Alenquer, Herbert Farias, aguarda o resultado da análise que o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPC) faz na ossada que um caçador encontrou nas matas da localidade Capaú, interior daquele município, a 50 quilôme

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O delegado de Polícia Civil de Alenquer, Herbert Farias, aguarda o resultado da análise que o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPC) faz na ossada que um caçador encontrou nas matas da localidade Capaú, interior daquele município, a 50 quilômetros da cidade. Parte de um crânio, com arcada dentária, e outros ossos de tamanho menor, foram recolhidos na última segunda-feira (4) e trazidos para o CPC de Santarém.

Herbert Farias disse ao DIÁRIO que ainda não há comprovação de que os ossos sejam de uma das crianças que desapareceram em julho do ano passado na comunidade Nazaré, onde foram passar férias na companhia da mãe. Dois irmãos, um de 9 e outro de 14 anos, foram vistos pela última vez a cerca de 500 metros do local onde estava a ossada.

Na época do desaparecimento, a polícia e o Corpo de Bombeiros fizeram três dias de buscas aos dois garotos, mas não conseguiram localizar. Na ocasião, a área onde foram achados os ossos estava alagada. “Tudo leva crer que os ossos sejam do menino mais novo”, arrisca o delegado, mas adianta que existem muitas investigações a serem feitas. Ele solicitou ao CPC que primeiro identifique se a ossada é humana e se poderia ser de uma criança. O terceiro passo, segundo ele, é fazer a identificação e investigar se morreu de morte natural ou foi morta.

Depois que o caçador encontrou os ossos, policiais de Alenquer, acompanhados do pai dos garotos desaparecidos, seguiram para a localidade e fizeram o recolhimento. Ainda no local, Miracildo Ribeiro reconheceu a sandália e uma camisa do filho mais novo, que estavam perto dos ossos. “Espero que se faça justiça porque não pode ficar desse jeito. Duas crianças que não faziam mal a ninguém. Não mereciam ter um fim como eles tiveram”, lamenta Miracildo.

(DOL, com informações de José Ibanêz e Frank de Oliveira, de Alenquer)

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