Um dia após as comemorações no mundo inteiro do Dia Internacional da Mulher, eclodiu a violência contra as mulheres na Região Metropolitana de Belém. Três foram assassinadas em bairros diferentes e que devem ensejar investigações aprofundadas da Polícia Civil.
A última dessas vítimas foi crivada de balas dentro da casa de sua genitora na rua Belém, bairro da Cabanagem, em um crime característico do conhecido “acerto de contas”, tendo como pano de fundo o tráfico de drogas que impera em bairros periféricos da grande Belém.
Jhatiane Nazaré Pereira, de 28 anos, conhecida como “Tati”, estava sentada em frente à casa de sua mãe quando dois homens em uma motocicleta chegaram. “Ela conhecia bem os assassinos, porque tão logo viu eles pararem a moto saiu correndo pra dentro da casa”, disse o policial militar que atendeu a ocorrência repassada pelo Ciop.
Segundo testemunhas que estavam na rua e dentro da casa onde caiu morta Jhatiane Nazaré Pereira, o homem armado com uma pistola ponto 40 de uso exclusivo das forças de segurança entrou e disparou o primeiro tiro tendo a vítima caído em cima de uma cama e em seguida deu mais oito disparos, antes de fugir certificou-se de que a vítima estava já em óbito.
O corpo da mulher ficou em cima de uma cama envolta em uma poça de sangue, mas ficou inidôneo devido ao grande número de parentes que entraram no local e quando os policiais da Divisão de Homicídios chegaram ao local do crime, a mãe da vítima a estava acalentando como se viva estivesse.
As investigações com base nas informações de testemunhas, já identificaram o homem que atirou em Jhatiane Nazaré Pereira. Trata-se do traficante conhecido como “Cara de Frango”, que atuava como vendedor de entorpecente para a vítima e possivelmente um desacerto entre eles acabou por tirar a vida da moça.
Segundo os policiais militares que atenderam a ocorrência, a casa onde aconteceu o crime serviu como “boca de fumo da Tati”. “O companheiro dela, que saiu recentemente da cadeia, passou em frente da casa onde o corpo da mulher estava em um carro Honda Civic peliculado. Tentamos abordá-lo, mas sem sucesso”, informou um policial militar.
Os policiais militares que conhecem bem a área informaram que o crime tem tudo haver com o tráfico de drogas. Jhatiane Nazaré Pereira foi executada com nove tiros de pistola ponto 40 e o caso registrado na Seccional Urbana da Marambaia.
Peritos do Instituto de Criminalística recolheram vários estojos de balas encontradas dentro do quarto onde a vítima foi morta e a equipe do IML fez a remoção do corpo sendo acompanhados por policiais civis da Divisão de Homicídios.
(Diário do Pará)
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