Depois de empreender diligências em cidades próximas a Santarém desde a manhã de sexta-feira, 08, policiais da Delegacia de Polícia Civil de Uruará, na rodovia Transamazônica, sob comando do delegado Godofredo Martins Borges, prenderam, na tarde de ontem, 11, três pessoas acusadas de envolvimento no assassinato do taxista Antônio Vicente Filho, 59 anos, morto em Santarém na última quinta-feira. Izaque José Ferrão da Silva, 22 anos, Edivaldo de Paula Silva, 49 anos, o ‘Mineiro’, e Alan Diego de Sousa de apenas 22 anos, confessaram o crime.
Eles foram presos depois que o veículo roubado do taxista foi localizado no centro de Uruará, sendo dirigido por uma terceira pessoa que havia comprado o carro dos bandidos. Também duas pessoas foram presas em Santarém, na segunda-feira, acusadas de envolvimento no mesmo crime.
Um dos acusados foi preso na Rua Rouxinol, no bairro da Floresta. Os dois presos em Santarém foram levados para a Superintendência de Polícia Civil, onde prestaram depoimento. Os acusados presos em Uruará devem ser recambiados para Santarém por uma equipe comandada pelo delegado Jamil Casseb.
O FATO
Desde a manhã de sexta-feira, 08, investigadores da 16ª Seccional da Polícia Civil, sob comando do delegado Jardel Guimarães efetuaram diligências no local onde o corpo do taxista Antônio Vicente Filho, 59 anos, foi encontrado em meio a um plantio de soja, na Comunidade de Palhal, Município de Mojuí dos Campos, distante 37 quilômetros de Santarém.
De acordo com o delegado Jardel Guimarães, a polícia trabalhou com a suspeita de latrocínio, por conta de o corpo do taxista ter sido encontrado com várias perfurações de faca e do carro do trabalhador modelo Fiat Pálio, cor vermelho, ano 2011/2012, placas OPV – 8767, ter sido roubado durante o crime.
Antônio estava sumido desde a última quarta-feira, 06, quando saiu para trabalhar e não voltou mais para casa. O taxista morava na rua 5, no bairro Elcione Barbalho, na grande área do Santarenzinho, em Santarém.
DOR E REVOLTA
Na manhã de segunda-feira, 11, a esposa do taxista Maria de Nazaré Lima, sua filha e dezenas de amigos estiveram na 16ª Seccional acompanhando o trabalho de investigação do crime.
Maria de Nazaré disse que a família de Antônio procurou a delegacia para pedir justiça, por conta de os bandidos terem assassinado de forma bárbara seu marido. “O que eles fizeram com o meu marido foi muito triste”, desabafa a doméstica.
Segundo Maria de Nazaré, o seu marido saiu no dia 06, no horário que habitualmente costumava trabalhar, mas passou do tempo de voltar pra casa. Ela conta que esperava Antônio sempre às 22 horas, porém, no dia do crime, ele não retornou. “Aí eu já achei estranho, porque quando saia da cidade, ele me telefonava e dizia que estava indo fazer uma corrida fora da zona urbana”, detalha Maria de Nazaré.
Ela diz ainda que quando Antônio retornava de uma corrida para zona rural, ligava dizendo que estava chegando em casa, porém nesse dia, seu marido não entrou em contato com a família. “Nesse dia ele não ligou mais. Nós ligamos pra ele, mas o celular dele só dava em caixa postal. Aí a gente suspeitou que tivesse acontecido alguma coisa. Então procuramos a Delegacia e no outro dia enviaram a viatura e foram fazer procuração dele. Encontraram o meu marido morto dentro do plantio de soja”, explica Maria de Nazaré.
(Diário do Pará)
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