Uma suposta dívida por envolvimento com o tráfico de drogas pode ter sido o motivo da execução de Ian Matheus Ramos Barros, 18, que deu continuidade ao ritmo desenfreado de homicídios na Região Metropolitana de Belém. Ele foi morto com um único tiro, meia-noite de ontem, na avenida Antônio Everdosa, entre as travessas Perebebuí e Alferes Costa, bairro da Pedreira, em Belém.
De acordo com testemunhas, o criminoso seguiu Ian, que havia acabado de sair da praça Brigadeiro Eduardo Angelim, na Alferes Costa, junto de duas testemunhas oculares que viram o momento do crime.
A vítima estava voltando para casa, às proximidades do local do crime. Ele caminhava, empurrando sua bicicleta e conversando com duas pessoas, quando foi abordado pelo assassino, que chegou sozinho em uma bicicleta, efetuou o tiro e fugiu.
Uma ambulância do Resgate do Corpo de Bombeiros chegou a ser acionada para tentar reanimar a vítima, mas nada pôde ser feito. O tiro foi fatal e Ian não teve chances de defesa, morrendo no local.
ACERTO DE CONTAS
O sargento PM Marcelo Guimarães da viatura 9141, do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), foi quem chegou primeiro ao local dos fatos e informou que suspeita é de crime de acerto de contas por ter débitos com traficantes.
“Ele foi perseguido pelo criminoso que viu a vítima saindo da praça junto de duas pessoas. O autor do disparo chegou em uma bicicleta, atirou e fugiu. Pelas características foi um acerto de contas, possivelmente por envolvimento da vítima com o tráfico de drogas”, disse.
Até o final da madrugada de ontem a polícia não obteve informações sobre o paradeiro do homicida. As duas testemunhas oculares, que não terão seus nomes revelados para manter suas integridades físicas, prestariam depoimento à polícia, e dariam informações para a possível identificação do suspeito.
USUÁRIO DE DROGAS
O pai do jovem, Valdeci Albuquerque Barros, disse que não tem ideia de quem pode ter cometido o crime e nem sua motivação.
“Ele estava na praça e já estava voltando para casa. Não sei quem fez isso com o meu filho e nem por que fez isso. Quando cheguei, ele já estava no chão, morto. Eu só ouvi o tiro. Não esperava por isso, sinceramente. Ele era usuário de drogas, mas não estava sendo ameaçado por ninguém”, falou.
O único tiro derrubou Ian, que ficou como o corpo debruçado por cima da bicicleta que empurrava. No momento da chegada da reportagem ao local, cerca de 15 minutos após o fato, várias pessoas já começavam a se aglomerar em torno do corpo, mas os policiais militares imediatamente isolaram a área.
PAGOU COM A VIDA
Peritos do Instituto de Criminalística (IC) do Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves colheram informações e realizaram a perícia na cena do crime. O perito Robson Nunes afirmou que um disparo matou o jovem.
“Um único tiro atingiu o rosto dele, bem próximo do olho esquerdo. Não identificamos o tipo de arma, pois a bala não transfixou o crânio. Pela localização do tiro foi uma execução”, esclareceu.
O delegado Lenoir Cunha, da Divisão de Homicídios (DH), reiterou que o caso será investigado.
“Vamos solicitar que as testemunhas nos repassem informações sobre o momento do crime. Com as informações vamos desvendar mais um crime na Região Metropolitana de Belém. Há a hipótese de que o crime seja um acerto de contas. Ele era usuário, provavelmente devia e ao invés de pagar com dinheiro, pagou com a vida”, finalizou.
O corpo de Ian foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) e o caso foi registrado na Seccional Urbana da Pedreira.
(Diário do Pará)
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