No local da execução o desespero de familiares que não acreditavam na cena. Jean do Carmo Siqueira, de 19 anos, estava envolto em uma poça de sangue após ser atingido por dois tiros na cabeça na passagem Justo Chermont, esquina da rua Santa Odília no bairro do Atalaia, em Belém. Segundo testemunhas, a vítima, minutos antes do crime, bebia desde cedo no bar “Fé em Deus”, próximo a um beco considerado pelos moradores como extremamente perigoso, pelo intenso tráfico de drogas, quando um homem até então não identificado o chamou para uma conversa.
“Logo em seguida nos escutamos três tiros de arma de fogo e, quando fomos verificar o que tinha acontecido, ele já esta morto, alvejado pelos tiros e o assassino ainda foi visto correndo para o final do beco” disse uma testemunha ao DIÁRIO.
Segundo os policiais militares da 3ª Companhia, o assassino contou com apoio para a fuga de um motociclista, que o estava esperando na esquina da passagem Snapp. Investigações dos cabos Renato, Oliveira e soldado Mescouto apontavam para um traficante conhecido como “Nego Drama” e que a Polícia Civil da Marambaia vai investigar.
Para a família, Jean do Carmo Siqueira trabalhava como mototaxista e seria usuário de drogas. “Ele estava bebendo desde cedo e a motocicleta dele ficou estacionado em frente ao bar e nada dele foi roubado o que o deixa claro que o crime foi uma execução com características de ‘acerto de contas’”, informou o cabo Renato.
A vítima residia às proximidades do crime e uma testemunha que estava no bar disse que ele teve um desentendimento logo no começo da tarde de sábado (16) com um desconhecido. Mas somente uma apuração detalhada de policiais civis da Seccional Urbana da Marambaia vai definir as causas que levaram a morte de Jean.
Peritos do Instituto de Criminalística, tendo a frente à perita Luiza Maia, estiveram no local fazendo o levantamento de local de crime e encontraram duas perfurações a bala que atingiram o pescoço e a cabeça de Jean do Carmo Siqueira, cujo corpo foi removido para o Instituto Médico Legal.
Questionados pelo DIÁRIO se Jean do Carmo Siqueira tinha alguma passagem pela polícia, os familiares negaram, no entanto pesquisando os antecedentes criminais verificamos que a vítima foi presa em 2012 ganhando o direito de responder em liberdade pelo crime de tráfico de drogas em setembro de 2012.
Em despacho de 28 de janeiro de 2013, o juiz Wagner Soares da Costa, do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, remarcou para o dia 9 de dezembro de 2013 a realização de audiência de instrução e julgamento em processo que era réu Jean do Carmo Siqueira, autuado em flagrante delito pelo delegado Arnaldo Mendes.
(Diário do Pará)
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