Após mais de um ano do duplo homicídio que vitimou Dione Vale da Silva, 27, e a companheira dele, Rosiane de Oliveira Figueira, 27, na residência do casal localizada na Rua do Campo, Conjunto Jardim Sevilha, no bairro do Parque verde, a Polícia Militar desvendou a causa e os envolvidos no crime. Antônio Rosa Lima da Silva, o“Totó”, 31, e o comparsa, identificado por “Neguinho”, seriam os suspeito de matar o casal, com o intuito de tomar posse da residência deles. “O ‘Totó’ e o ‘Neguinho’ venderam por R$15 mil a kitnet em que o Dione morava com a companheira. A vítima pagou todas as parcelas, e, quando quitou a dívida, os acusados resolveram matá-lo para ficar com a casa”, explica o PM Alan, responsável pela investigação do caso.
Dione morreu na hora e Rosiane foi encaminhada para o Hospital Metropolitano, em Ananindeua, mas não resistiu aos ferimentos e também morreu dois dias depois. Ainda de acordo com a investigação, a dupla foi responsável pelo assassinato de um sobrinho de Dione, identificado como Thiago do Vale da Silva, morto também no Conjunto Jardim Sevilha, no dia 24 de setembro de 2012. “O sobrinho do Dione estava trabalhando em uma campanha política quando foi abordado pela dupla e alvejado com três tiros na cabeça”, explica o PM. Thyago, que gostava muito de Dione, tinha uma tatuagem no antebraço com o nome do tio falecido.
LIGANDO OS PONTOS
Segundo o investigador Alan, a polícia estava há um ano investigando o caso e teve dificuldades para identificar e localizar os suspeitos, devido ao caráter ‘escorregadio’ deles. “Depois do duplo homicídio em fevereiro e do homicídio em setembro, o ‘Totó’ fugiu para Paragominas. Só conseguimos localiza-lo por meio da companheira dele que ficou em Belém. Na investigação descobrimos que ele estava preso desde o mês passado por assalto, formação de quadrilha e porte ilegal de armas”.
Ainda de acordo com o investigador, “Totó” será encaminhado para Belém amanhã, onde vai responder pelos três homicídios no tribunal do júri, além de concluir a pena que já pagava em Paragominas. “Como já tinha passado mais de um ano, ele estava crente de que não seria localizado e que não pagaria pelos crimes que cometeu, mas amanhã (hoje) ele voltará para Belém para responder pelos homicídios”.
(Diário do Pará)
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