A família da costureira Raimunda Ferreira de Oliveira, de 59 anos, foi literalmente acordada a peso de balas na manhã do último sábado, na passagem das Flores, no Paracuri, Icoaraci. Três tiros foram disparados contra a janela da frente, provavelmente com pistola 380. Um pegou na parede, outro atravessou o zinco da janela e atingiu o micro-ondas que estava do outro lado, e o terceiro projétil atravessou o vidro, desviou de outro aparelho, ao lado do que fora atingido anteriormente, e por questão de segundos não atingiu o genro dela, o técnico em segurança do trabalho Alexandre da Silva, de 38 anos, que se arrumava para ir trabalhar.
De início, Alexandre não desconfiou que o barulho que ouvira pudesse ser de tiro, até que saiu do banheiro e encontrou o estrago. A família desconfia que o alvo era a costureira, que provavelmente foi confundida com alguém.
PRESSENTIMENTO
“Na última terça, duas pessoas de moto perguntaram a um vizinho nosso onde morava dona Raimunda. Como minha mãe é costureira, muita gente a conhece, e ele deu o endereço de casa”, relatou Leila Fernanda de Oliveira, de 35 anos, que estava com o bebê de três meses de idade na cama quando os tiros foram disparados na manhã de anteontem.
Segundo ela, as duas pessoas que procuraram pela mãe dela queriam que ela atendesse ao telefonema de uma pessoa, mas ela não saiu de trás da porta por estar com roupa íntima. Após a insistência de um dos rapazes, um homem magro, alto e louro, Leila pediu pra mãe entrar e fechar a porta.
Na mesma noite, vizinhos relataram ter visto a dupla de volta naquele mesmo endereço e afirmaram ter visto pessoas com as mesmas características passarem pouco tempo depois do tiro.
Leila pediu para que a imagem da mãe fosse divulgada para que os bandidos percebam que o alvo não é ela. “Minha mãe nunca fez mal a ninguém, nós todos aqui de casa somos pessoas que não se envolvem em confusão, por isso essa situação só pode ser engano”, analisou Leila, que declarou estar com medo até de sair à rua depois do ocorrido. “Eu até mandei minha filha mais velha pra casa da minha irmã, porque estamos todos em pânico”, queixou-se. O caso foi registrado na Seccional Urbana de Icoaraci.
(Diário do Pará)
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