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POLÍCIA

Homem é morto em casa de veraneio em Mosqueiro

A Polícia Civil de Mosqueiro tem um caso difícil para resolver. Acionados por um telefonema anônimo dado ao Centro Integrado de Operações (Ciop) da Secretaria de Estado de Segurança Pública, informando que haviam sido disparados tiros na passagem Quebec,

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A Polícia Civil de Mosqueiro tem um caso difícil para resolver. Acionados por um telefonema anônimo dado ao Centro Integrado de Operações (Ciop) da Secretaria de Estado de Segurança Pública, informando que haviam sido disparados tiros na passagem Quebec, na rua 16 de Novembro, o cabo Mota e o soldado Giovani, da 15ª Área Integrada de Segurança Pública da Polícia Militar, se dirigiram por volta das 8h deste domingo (24) para o local e entraram na casa de número 21, onde se depararam com o corpo de um homem em uma cama, aparentando cerca de 30 anos, de bruços, coberto com um lençol com um tiro no braço, com marca de pólvora combusta, e outro na cabeça, ainda com sangue escorrendo das feridas.

DUAS CÁPSULAS

Ele estava no quarto da frente da casa, onde policiais militares encontraram duas cápsulas de uma possível pistola 380. Na parte de trás, ao redor de uma piscina, muitas latinhas de cervejas. Na garagem havia um Ford Fusion aberto com vários papéis dentro, incluindo um contrato de compra do veículo de placas JVA 5573, datado de 21 de janeiro deste ano, tendo como comprador Jailson Ferreira de Almeida, morador do conjunto Val Paraíso, Quadra 14, casa número 3, mas nenhum documento dele foi encontrado.

O investigador Miguel, da Polícia Civil de Mosqueiro, junto com outros investigadores, encontraram na agenda do celular que estava junto com a vítima um número identificado como “Mamãe” e ligaram para a mulher, que confirmou a identidade do filho. Os investigadores pediram que ela ou alguém da família se dirigisse para Mosqueiro, pois ele havia sido assassinado dentro de uma casa. “Ela começou a chorar”, disse o investigador Miguel, que falava ao telefone com ela.

Homens e mulheres no local do assassinato

Uma vizinha, que não quis se identificar, confirmou que foi ela quem ligou para a polícia depois de ouvir dois tiros, por volta das 7h, quando assistia à missa na TV. “Pensei até que não eram tiros , foi um ‘pec e outro pec’”, afirmou.

O caseiro do imóvel e um rapaz, responsável pela limpeza da piscina, que também preferiram não se identificar, contaram que a vítima era conhecida como “Lourinho” e que costumava alugar a casa para passar finais de semana. “Ele ligou ontem à noite e pediu para eu deixar a piscina pronta porque ele estava vindo para cá”, contou o rapaz.

Os investigadores da Polícia Civil ouviram relatos de moradores que se aglomeravam no local, “mas ninguém se dispôs a depor”, segundo Miguel. Um desses relatos era de que Jailson teria passado a noite em uma festa e teria retornado já de madrugada para casa, acompanhado por dois homens e três mulheres, e que, já de manhã, um carro preto teria parado em frente à casa e pessoas teriam entrado no imóvel e fugido depois dos disparos. Outros curiosos contaram que três pessoas teriam sido vistas deixando a casa a pé depois dos disparos.

Na busca feita na casa, os investigadores encontraram roupas femininas (shorts, camisetas, etc.) molhadas espalhadas pela casa e até um absorvente íntimo. Os peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves e o serviço de remoção do Instituto Médico Legal não haviam chegado ao local até por volta das 10h30. O caso foi registrado na Delegacia de Mosqueiro.

(Diário do Pará)

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