Foram apresentados ontem, na Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), três acusados de envolvimento no assalto ao prédio da Ouvidoria do Sistema de Segurança Pública do Pará, em Belém, no dia 22 de janeiro deste ano, quando dois homens armados entraram no local e renderam os funcionários.
Os presos são Daniel da Silva Matheus, 19 anos, João Paulo Lima Barbosa, 31 anos, e Odivaldo Diniz da Silva, 26. Todos estavam com mandados de prisão preventiva decretados pela Justiça e dois deles já estavam presos por outros crimes antes que as investigações apontassem a participação deles no assalto ao órgão público.
De acordo com o delegado Rogério Morais, responsável pelas investigações, foi através do relato de testemunhas que a polícia conseguiu chegar até Daniel Matheus. “Ele foi o primeiro a ser identificado. É um dos assaltantes que entraram no prédio. Imagens das câmeras de segurança da Igreja da Trindade ajudaram a identificar a moto usada no assalto, uma Honda vermelha, pilotada pelo próprio Daniel”.
Apresentado na Dioe, Daniel confessou o assalto e identificou o comparsa, um quarto integrante do grupo, cujo nome a policia prefere não divulgar. Através dele, também foi identificado o dono da moto, João Paulo. Ele estava preso desde o dia 3 de fevereiro, quando participou do assalto a um restaurante de comida chinesa no bairro do Souza.
“Inclusive, a moto usada no assalto ao restaurante é a mesma que aparece no assalto à Ouvidoria”. Pouco depois, segundo o delegado, foi apontado o nome de Odivaldo Silva. “Ele foi responsável por telefonar para os assaltantes, dando a dica sobre o local a ser assaltado”. Egresso do Sistema Penitenciário, ele cumpria pena por homicídio em liberdade condicional e prestava serviços para redução da pena no prédio da Ouvidoria.
De acordo com Odivaldo, apesar de saber que se tratava de um órgão público, ele desconhecia o fato de ele ser ligado à área de Segurança Pública. Os outros dois acusados alegaram apenas suspeitar da situação, pois havia muitas pessoas “engravatadas” no prédio. O mesmo grupo é suspeito de praticar outros assaltos na cidade, um deles contra um escritório de advocacia, invadido também este ano.
Em relação ao quarto envolvido no crime, o delegado Rogério Morais afirma que é uma questão de tempo até ele ser preso. “O mandado de prisão preventiva contra ele também já foi expedido, e nós já temos certeza da participação dele, confirmada pelas testemunhas, assim como foi confirmada a participação dos demais”.
(Diário do Pará)
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