Latrocínio: esta é a hipótese mais provável que a Polícia deve seguir para tentar elucidar o crime que vitimou o professor Edivan Alves Pereira, 36, e tentar identificar os criminosos. O corpo do professor foi localizado na madrugada da última terça-feira (26), numa estrada que dá acesso ao balneário Água Fria, onde costuma funcionar durante a madrugada, no bairro São Félix, periferia de Marabá.
O carro da vítima foi localizado na Folha 6, Nova Marabá, e a casa de Edivan, na avenida Brasil, Liberdade foi toda revirada e alguns objetos foram furtados, entre eles notebook e máquina fotográfica, o que pode indicar o crime de latrocínio.
Até o fechamento desta edição, a Polícia ainda não tinha prendido nenhum suspeito do crime, contudo, há uma consistente linha de investigação que pode revelar os autores.
Entre uma informação e outra se levantou que o professor foi morto com pelo menos cinco golpes de arma branca e os matadores ainda passaram a própria caminhonete do professor em cima do corpo dele.
Após ser esfaqueado o professor correu pedindo socorro e os matadores passaram por cima cima do corpo dele, o que pode ter lhe causado a morte, já que os golpes, aparentemente não o matariam.
Muitos professores e amigos da vítima acreditam que o professor pode ter sido morto por pessoas da intimidade dele já que costumava receber na casa dele alguns amigos íntimos.
Entre uma informação e outra, disseram que Edivan Pereira tinha uma vida bastante reservada, contudo, se relacionava com pessoas, que aparentemente não frequentavam os mesmos ambientes que ele e que pode ter sido vítima destes amigos íntimos. “Está fácil para a Polícia descobrir, basta levantar com quem ele estava na noite de segunda-feira e verificar para quem ele ligou, pois acredito que o criminoso frequentava a casa dele”, comentou um amigo que preferiu não se identificar.
PROTESTOS
Se depender dos colegas e amigos do professor Edivan Alves Pereira o crime não vai ficar impune, a exemplo de outros crimes dos quais foram vítimas professores. Para que este caso não caia no esquecimento, os professores devem cobrar das autoridades uma célere investigação.
Ainda durante o velório do professor, que aconteceu na escola Raimundo José de Sousa, no bairro Liberdade, os professores protestaram e cobraram punição para os criminosos. O padre Giusepe Miguel, da Paróquia Sagrada Família, que celebrou a missa de corpo presente, condenou a violência e cobrou justiça e que os culpados não fiquem impunes. “Chega de violência, queremos justiça”, refutou dizendo que estava consternado com a violência que assola Marabá.
A diretora da escola Liberdade, onde Edivan Pereira lecionava, Neide Morais lembrou que em momento algum os professores devem cessar as cobranças de punição aos acusados.
“Não podemos nos calar, achar que é natural um professor ser assassinado e o criminoso ficar impune”, ressalta a professora dizendo que um abaixo assinado deve ser encaminhado às autoridades policiais.
Ela defendeu ainda que após o sepultamento, os professores devem se unir para traçarem estratégias de como devem fazer para continuarem cobrando punição aos culpados deste crime.
Edivan Alves Pereira é natural de São Pedro da Água Branca, no Maranhão. Ele foi aprovado em concurso público para a Prefeitura de Marabá em 1996.
Lecionou em várias escolas e ultimamente coordenava a Universidade Aberta do Brasil (UAB).
Filho de Arlindo e Laurinda Alves Pereira é o sexto de uma prole de 12 filhos, sendo dez homens e duas mulheres. Todos os irmãos e pais compareceram ao velório e cobraram punição para os culpados.
Coincidência, ou não, um dos irmãos dele, Ivan Alves Pereira foi assassinado há 14 anos, exatamente na véspera da Semana Santa.
Na época, Ivan Pereira gerenciava um comércio na rua Dom Bosco quando um assaltante chegou e anunciou o roubo, sendo que a vítima se assustou e acabou sendo assassinada. (E.S.)
NIP INVESTIGA O CRIME
Em princípio, o crime foi registrado durante o plantão do delegado Ricardo Oliveira do Rosário. Ele próprio, ao tomar conhecimento do caso, registrou ocorrência e pouco ficou sabendo a respeito do crime. Uma fonte segura informou, porém que o Núcleo de Inteligência da Polícia (NIP), muito provavelmente deve entrar no caso ante ao clamor popular.
Esta mesma equipe tem larga experiência em elucidar esse tipo de crime ante ao aparato considerável, tanto de tecnologia, quanto de disposição de investigadores.
Recentemente, esta mesma equipe elucidou a morte do professor Francisco das Chagas Fernandes, assassinado no dia 8 de janeiro deste ano, em Bom Jesus do Tocantins e que também foi vítima de latrocínio. Neste caso foram presos o braçal acusado de ter matado o professor, Sivaldo Sousa Silva, o “Cachorro Louco” e Edvilson Soares Rocha, 23, que confirmou ter comprado um telefone por R$ 150,00 das mãos do braçal. O aparelho pertencia ao professor.
Para fechar por completo este caso, os policiais precisam apenas identificar um segundo acusado de ter cometido este latrocínio contra o professor Francisco Fernandes.
(Diário do Pará)
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