Moradores da invasão Pinheirinho no Tapanã ficaram revoltados ao saber que Wellington Miranda Sousa, de 20 anos, teria espancado uma criança de apenas sete meses de vida, filha de Andréia Michelle Aires Santos, de 20 anos, cujo avô Paulo Santos acabou denunciando o padrasto pelo crime.
O DIÁRIO ouviu Paulo Santos quando este conduziu a menor de sete meses ao Centro de Perícias Cientificas Renato Chaves para exame de corpo e delito solicitado pelo delegado Aladir Moraes, plantonista na Seccional Urbana de Icoaraci, onde o crime foi registrado.
Paulo Santos contou em Boletim de Ocorrência que o acusado, que esta foragido desde o dia do espancamento, teria passado o dia bebendo vinho na casa do casal, na invasão do Pinheirinho. A mãe da criança teria saído para resolver um problema perto da casa e quando voltou encontrou a criança chorando muito e com um hematoma no rosto e cabeça.
Wellington Miranda disse que a criança tinha caído, mas os parentes, desconfiados, revolveram levá-la até a Unidade de Saúde do bairro. Depois de a criança receber atendimento, foram instruídos a registrar ocorrência uma vez que os hematomas eram característicos de agressão física.
“Ele estava muito desconfiado e disse que não era pra levar a criança ao médico e quando nos saímos ele imediatamente fugiu só com a roupa do corpo, possivelmente para Igarapé-Miri, onde têm parentes”, informou o avô da criança, Paulo Santos.
Andréia Michelle Aires Santos disse que tem dois filhos de outro relacionamento e estava com Wellington Miranda apenas quatro meses, o suficiente para notar que ele não gostava das crianças. “Ele reclama muito do choro dos meninos”, disse a companheira.
O caso foi registrado na Seccional Urbana de Icoaraci e diante da gravidade do problema o delegado Aladir Vieira Morais solicitou exame de corpo e delito na criança, que estava com o rosto inchado e com um hematoma próximo ao olho, característico de que fora agredida fisicamente.
Em frente ao Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, onde a família falou com exclusividade ao DIÁRIO e RBATV, quem passava se comovia com a história e a inocência da criança, que mesmo agredida demonstrava alegria nos braços da mãe e brincava com o microfone na hora da entrevista.
A família agora espera por justiça e caso fique comprovada a agressão, que Wellington Miranda, que está sumido da invasão Pinheirinho, no Tapanã, tenha sua prisão preventiva decretada a pedido da Polícia Civil.
(Diário do Pará)
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