Já estão bem adiantadas as investigações policiais para identificar quem matou na noite do último sábado, o jovem de 27 anos, Tiago Marçal Nunes de Souza.
O crime ocorreu na Praça do Jaú, bairro da Sacramenta, e pode ter sido cometido por um menor de idade, com passagens pela DATA e por centros de reeducação.
Segundo o que já foi apurado, o suposto infrator teria agido por vingança, foi oportunista e fugiu logo após o delito. Ele teria agido sozinho e estaria escondido na casa de parentes.
Segundo ainda o que foi apurado por policiais civis das seccionais Sacramenta e Pedreira, Tiago, que era filho do investigador já aposentado Luiz Simões de Souza, porém conhecido por Luiz Marciano, devido conhecer muitos policiais, e por estar incomodado com assaltos praticados pelo tal adolescente, conseguiu que ele fosse apreendido e encaminhado para a DATA.
O jovem disse ao ser apreendido, que tão logo fosse colocado em liberdade, iria se vingar de Tiago, por ter sido ele o responsável por sua detenção. Uma semana depois, estava em liberdade, segundo vizinhos.
Na noite do sábado passado, Tiago tinha ido levar sua esposa para uma consulta médica em um consultório localizado na Praça do Jaú. Enquanto ela era atendida, ele ficou conversando na frente do consultório ao lado de um carro, com os seguranças da praça e do consultório.
Com imagens feitas por uma câmera localizada de frente para o consultório, a polícia pôde ter o quadro real do que então ocorreu.
O adolescente, de bicicleta, passa na frente do consultório e reconhece Tiago, afastando-se.
Tiago continuou a conversar., pois desconhecia que tinha sido reconhecido pelo marginal.
Poucos minutos depois, armado, o adolescente retorna, para a sua bicicleta, em lance muito rápido, e atira na direção de Tiago, uma única vez, porém, acertando-o mortalmente na cabeça. Logo em seguida, no mesmo lance rápido, ele escapa do local, enquanto Tiago cai morto na frente do consultório.
As imagens do crime, foram liberadas ontem pelo delegado Antônio Benone, diretor da Seccional da Pedreira. Ele espera, com a divulgação, ter ajuda pública, pelo fone 181, sobre o paradeiro do menor. “Trata-se de um marginal, mesmo menor, altamente perigoso e armado”, avisa.
(Diário do Pará)
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