Um ano depois de ter encontrado a mãe morta após ter sido degolada e estuprada dentro da própria casa, Simão Adelino Lopes de Souza, de 37 anos, veio novamente a público cobrar a prisão do principal suspeito, Ivan Lopes Alves, de 27 anos, identificado e contra quem foi expedido pedido de prisão preventiva semanas depois do crime. Ele encontra-se foragido. O crime foi praticado na Sexta Feira Santa do ano passado (06/04/12), quando Simão estava viajando com parte da família. Ele retornou à casa de sua mãe na segunda-feira seguinte (09/04), encontrou o portão e a porta da frente da casa abertos e, ao entrar na residência já malcheirosa, deparou-se com o corpo da mãe, Odeíse Lopes de Souza, de 68 anos, já em estado de decomposição.
O homicídio foi cometido no bairro da União, em Marituba, e foi considerado solucionado pela Polícia Civil, após a identificação do homem que foi visto bebendo com a vítima em dois bares daquele mesmo bairro naquele mesmo feriado. A dificuldade maior foi identificar aquele jovem de que tanto falavam, mas que não era conhecido de quase ninguém dali, pois tinha passado a morar em Marituba há pouco tempo, na casa de alguns parentes localizada no bairro São Francisco, mas do outro lado da cidade, quase na beira de um dos braços do rio Maguari.
Segundo laudo divulgado pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC), dona Odeíse morreu após ter recebido golpe de objeto cortante no pescoço - provavelmente faca, e depois de morrer ainda foi estuprada antes que o suspeito fugisse da residência dela sem ninguém ver. “Vizinhos contaram em depoimento que a viram entrar em casa com o suspeito, e depois disso ninguém mais a viu na rua”, comentou Pires, chefe de operações da Seccional Urbana de Marituba, onde o caso é investigado. O próprio pai de Ivan, que reside em São Brás, na travessa Antônio Baena, teria procurado a seccional e garantido que o filho se entregaria depois que passou a ser procurado oficialmente pela polícia, mas isso jamais aconteceu.
“Eu, como filho, não posso suportar a ideia de impunidade do assassino de minha mãe, uma senhora idosa já, que foi morta brutalmente. Na época das investigações eu cheguei até a ajudar a polícia. Andei várias vezes nas viaturas em busca de informações do assassino. Gostaria de pedir ajuda pra qualquer pessoa que ver esse Ivan por aí, que entre em contato com a polícia”, suplicou Simão, filho de Odaíse.
(Diário do Pará)
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