Somente nos quatro primeiros meses de 2013, a Polícia Militar do Pará perdeu 11 policiais. A última execução aconteceu na noite de sábado (14), quando o sargento Josenilson Silva foi baleado após reagir a um assalto, no conjunto Marex, em Belém. Ele não resistiu ao ferimento no abdômen e morreu no dia seguinte. Sua morte ocorreu sete dias após o assassinato do cabo Antônio Fonseca, no conjunto Guajará I, em Ananindeua.
Apesar do número acentuado de vítimas fatais, os policiais garantem que jamais se sentirão intimidados pelos criminosos. “Nós lamentamos muito isso que aconteceu com o sargento, mas ninguém vai se intimidar, ninguém tem medo e ninguém vai recuar”, diz o cabo Irineu Sena, que entrou em contato com o DOL para emitir sua opinião.
De acordo com o presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar, Francisco Xavier, a luta contra o crime continua. “Precisamos de uma estratégia para evitar que esse número de morte aumente ainda mais. Para isso, as policias precisam se unir, o Estado precisa agir e a Justiça, punir os criminosos”, desabafou.
À população, as autoridades de segurança recomendaram não reagir a um assalto em qualquer situação, no entanto, para os policiais a ordem é outra. “Se o policial não reagir, ele vai morrer do mesmo jeito. Então, é melhor morrer lutando”, concluiu Francisco.
(Jorge Luís Rodrigues/DOL)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar