Em pé e em frente à casa onde morava, Ronaldo Gonçalves de Sena, 37, foi atingido por, pelo menos, dez tiros. Segundo testemunhas, um carro de modelo e placa ainda não identificados parou, quando dois criminosos desceram, efetuaram os disparos e fugiram. O assassinato foi no final da noite do último domingo (14), na Rua Ajax de Oliveira, esquina com a Passagem São Pedro, bairro do Bengui, em Belém.
Conforme informações da polícia, Ronaldo era viciado em drogas e o caso pode ter sido um acerto de contas devido as prováveis dívidas que ele tinha com traficantes. Antes de morrer, a vítima ainda teria tentado correr para o interior de sua residência, mas foi crivado de balas e não teve como ser socorrido.
A Polícia Militar (PM) foi acionada e o cabo PM J. Eloy, da viatura 9163, da 4ª Companhia (Cia)/1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), foi ao local do crime e levantou as primeiras informações sobre o caso.
“De acordo com testemunhas, ele estava em pé na porta da casa, quando um carro parou em frente, dois homens armados desceram e efetuaram vários tiros. A vítima ainda tentou correr para dentro de sua casa, mas a grade estava fechada”, relata.
Segundo o levantamento feito pelo policial, o crime pode ter sido um acerto de contas com o tráfico de drogas. “Os familiares nos disseram que ele era viciado em drogas. Pelas características, tudo leva a crer que foi um acerto de contas. Ele possivelmente estava devendo e acabou sendo morto”, acredita.
Nem mesmo a família da vítima quis dar detalhes sobre o caso e sobre a vida de Ronaldo. A população tampouco auxiliou com informações que pudessem ajudar nas investigações, prevalecendo a “lei do silêncio”, que cala a boca de quem viu o momento do assassinato.
Acionados pelo Centro Integrado de Operações (Ciop 190), no início da madrugada de ontem uma equipe da Divisão de Homicídios (DH), que tinha à frente o delegado Lenoir Cunha, estiveram na cena do crime para colherem informações sobre as circunstâncias dos fatos ocorridos.
Com a cena do crime devidamente isolada pelos policiais militares que atenderam a ocorrência, os peritos do Instituto de Criminalística (IC) deram início ao trabalho de levantamento de local.
De acordo com o perito criminal Nelson Vidal, Ronaldo foi atingido com pelo menos dez tiros. “Encontramos quatorze entradas (marcas) de tiro no corpo dele, mas pelo o que verificamos dez delas foram entradas. As outras perfurações são saídas dos tiros (atravessaram o corpo)”, explicou. A arma usada teria sido uma pistola, mas nenhuma cápsula foi encontrada no local. O corpo de Ronaldo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) e o caso será investigado pela Delegacia do Bengui.
Na mesma esquina em que Ronaldo foi assassinado, no dia 18 e agosto do ano passado, em mais uma suposta cobrança de dívidas com o tráfico de drogas, um adolescente de 17 anos foi executado com seis tiros.
(Diário do Pará)
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