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POLÍCIA

Acusado de matar PM diz que odeia policiais

"Warllen Brandão, profissão: perigo”. É assim que o jovem Warllen Tadeu Brandão Bragança, 22 anos, acusado de matar o sargento da PM Josenilson Silva Pinto, 44 anos, na noite do último domingo (14), em Belém, se apresenta no perfil de uma rede social da i

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"Warllen Brandão, profissão: perigo”. É assim que o jovem Warllen Tadeu Brandão Bragança, 22 anos, acusado de matar o sargento da PM Josenilson Silva Pinto, 44 anos, na noite do último domingo (14), em Belém, se apresenta no perfil de uma rede social da internet. Com várias frases de apologia ao crime e de violência contra policiais militares, Warllen, conhecido como “Soró”, utilizava a página virtual para disseminar o ódio contra a polícia.

No perfil, há várias imagens simbolizando o mundo do crime e, entre elas, a de um grupo de policiais militares abordando um suspeito e, ao lado da foto, a mensagem: “E ainda me perguntam por que eu não gosto dessa raça”. Entre as frases postadas na página, o jovem afirma que “o crime é o caminho” e que a escolha pelo mundo da criminalidade é cercada de aventuras.

Nas postagens mais curtidas e compartilhadas de Warllen estão frases soltas da música “A vida é um desafio”, do grupo de rap Racionais Mc’s. Trechos como: “Em busca do meu sonho de consumo, procurei dar uma solução rápida e fácil. Pros meus problemas: o crime”, são seguidos por vários comentários de elogio e apoio ao jovem, que continua preso na central de triagem da Susipe.

A atitude de Warllen não é novidade nas redes sociais. Em fevereiro deste ano, um traficante membro do Comando Vermelho, uma organização criminosa que atua no Rio de Janeiro, teve o perfil banido pelo Facebook por difundir várias mensagens de apologia ao crime. O perfil, que tinha 1.237 seguidores, foi retirado do ar após um portal de noticías do Rio de Janeiro cobrar explicações ao Facebook pelas mensagens de incentivo ao crime postadas pelo traficante.

Em nota, a assessoria da rede social afirmou na época que “relatos de conteúdo ofensivo são seriamente analisados e é por isso que, além dos links para reportar conteúdo, também oferecemos ferramentas de denúncia social e o painel de suporte”.

(Diário do Pará)

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