A polícia investiga o baleamento que assustou dezenas de pessoas na noite da última segunda-feira (15) dentro de um bar, na Arterial 18, na Cidade Nova, em Ananindeua. A vítima foi o ex-presidiário Lucivaldo Gomes de Souza, atingido por três tiros e que continua internado em estado estável no Hospital Metropolitano. As investigações possuem dois direcionamentos: Lucivaldo poderia ter sido confundido com policial ou um possível ‘acerto de contas’.
Enquanto dezenas de pessoas se divertiam dentro de um estabelecimento regado a música, dança e bebida alcoólica, dois homens que estariam do outro lado da Arterial, entraram no banheiro masculino daquele bar segundos depois que Lucivaldo também havia ido. Os criminosos estariam de motocicleta na cor prata e vermelha.
O policial chegou a conversar com a vítima e contou uma versão, mas para a polícia, o baleamento foi uma tentativa de execução. “Ele nos contou ainda consciente que os homens teriam visto um escudo na cintura dele e confundido com o símbolo da polícia. Segundo ele, os atiradores disseram: ‘tú é péla saco’, uma expressão usada por bandido em relação a policial. Por isso, ele acredita ter sido alvo”, explicou o sargento Reinaldo (6ºBPM/2ªAISP) que atendeu a ocorrência.
Mesmo com a versão dada por Lucivaldo, familiares teriam apresentado outra motivação mais clara do crime para a polícia, o que seria mais convincente. “A família acredita ter sido um ‘acerto de contas’, pois ele estava em liberdade provisória há pouco tempo, por envolvimento com o tráfico de drogas e, mesmo longe continuava praticando o crime”, acrescenta o sargento.
Lucivaldo não foi roubado: cordões, anéis de ouro, dinheiro e o celular continuavam com ele. O ex-presidiário foi atingido com três tiros, costas, cabeça e braço, mais indícios que a polícia aposta como ‘execução’.
O homem foi socorrido, recebeu os primeiros socorros na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), naquele município e em seguida, foi transferido ao Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, onde continua internado. O dono do bar não foi localizado pela equipe de reportagem.
(Diário do Pará)
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