Policiais militares que atuam no Grupamento Fluvial do Pará (Gflu) aprenderam na noite da última quarta-feira (17), no rio Acará, uma embarcação com 412 metros cúbicos de madeira ilegal, que seguia do município de Portel, no arquipélago do Marajó, para a cidade de Marituba, na Região Metropolitana de Belém.
A balsa que seguia com quatro tripulantes estava com o documento vencido e segundo a polícia, não tinha autorização para carregar esse tipo de material. “Fora isso, ainda foram encontradas outras irregularidades na embarcação. O motorista não tinha habilitação para pilotar uma balsa e nem estava com o documento de procedência da madeira transportada, que é obrigatório para esse tipo de atividade”, destacou o delegado Dilermando Dantas, diretor do Grupamento Fluvial.
O motorista da balsa, Gildo Lourinho, alegou que não sabia das irregularidades da madeira transportada e disse que foi contratado apenas para entregar o material em um porto de Marituba. “Eu sabia que a minha documentação estava vencida, isso eu sabia. Mas em relação à irregularidade da madeira, eu não tinha a menor ideia. O meu trabalho é apenas transportar o produto. Tanto eu como os outros tripulantes que estavam na balsa apenas prestamos serviço para madeireira, só isso”, afirmou Lourinho.
Segundo ele, as madeiras seriam entregues para um homem identificado como Marcos Leopoldo, que teria comprado o material direto de uma madeireira em Portel. “Eu só sei que o nome do comprador é Marcos Leopoldo e ele estaria esperando a balsa em um porto em Marituba. Fora isso, eu não sei mais nada. E espero provar para a polícia que eu e os meus companheiros somos inocentes nessa história”, ressaltou o motorista da balsa.
VISTORIA
Os tripulantes foram levados na manhã de ontem para a sede do Gflu, que fica as margens da baia do Guajará, em Belém, e agora aguardam o encaminhamento das investigações. De acordo com o delegado, a madeira apreendida deve passar por uma vistoria do IBAMA, que deve determinar a origem da extração. “A partir dessa inspeção, vamos instaurar o inquérito para investigar todos os envolvidos nesse crime, que certamente não deve se limitar apenas aos tripulantes”, garante o delegado.
(Diário do Pará)
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