Dentro da mochila de uma criança de apenas 7 anos, uma professora da Escola Estadual José Alves Maia, no Telégrafo, encontrou um revólver sem munição, que era do pai do garoto.
A negligência de não verificar o material da escola do filho, quase provocou uma tragédia no colégio e acabou levando o pai do garoto, de 43 anos, a ser detido em flagrante por porte ilegal de armas. A arma só foi encontrada no final da manhã, por volta de 11h, graças ao sumiço de um apontador.
A professora que ministrava aula para aproximadamente 20 alunos da turma do 3º ano desconfiou que algo de estranho estava acontecendo no momento em que alertou aos alunos que precisaria verificar os objetos pessoais, caso o objeto não aparecesse. Nessa hora, o menino teria iniciado uma crise de choro e, muito nervoso, a professora o encaminhou para a coordenação.
Segundo a diretora da escola, Denise Luz, a criança explicou que a arma era do pai, havia retirado de dentro de uma mochila escondida no guarda-roupa de casa sem que o genitor descobrisse. “Ele disse que trouxe para a escola porque gostava de revólver e achava que era de brinquedo, mas que estava com medo do pai saber”, disse.
Denise contou que foi uma surpresa para todos o revólver de calibre 38, ter sido encontrado sob posse de uma criança. “É o primeiro ano dele na escola e, nesse pouco tempo, não havia demonstrado nenhum comportamento estranho. Tanto ele quanto o pai, são aparentemente muito tranquilos”, afirma. O pai do menino foi chamado até a escola e se mostrou também surpreso quanto à atitude do filho. O homem apresentou um documento do revólver, mas não teria porte necessário para possuir a arma. Ele disse que estava “desempregado recentemente, veio do município de Salinópolis com a família, onde trabalhava em uma empresa e não deu tempo o suficiente para retirar o porte”. A professora teria tido cautela em preservar a situação, pois, de acordo com a diretora, nenhum dos alunos percebeu o que estava acontecendo no momento em que o pai do menino compareceu à escola. A criança ficou isolada em uma sala na companhia de uma inspetora.
A Companhia de Policiamento Escolar (Cipoe) foi acionada e o pai da criança encaminhado à Seccional Urbana da Sacramenta. Lá, ele alegou desconhecer o motivo pelo qual o filho teria tido acesso à arma. O delegado Davi Leão autuou o homem por porte ilegal de arma, um crime afiançável. Com o DIÁRIO, o pai do garoto se recusou conversar.
(Diário do Pará)
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