Uma mulher foi levada para a Santa Casa de Misericórdia, logo após dar luz a um menino dentro de casa no bairro do Jurunas, em Belém. A Polícia Civil investiga a possibilidade de Nerilene Gomes Ferreira que supostamente teria problemas psicológicos, ter matado o filho após o parto. Também investiga se a criança já teria nascido sem vida.
Nerilene entrou em trabalho de parto na madrugada de ontem, no momento em que estava sozinha em casa, na passagem Fé em Deus nº 3, rua Açaí. Com o trauma que carrega pela morte trágica da mãe, a mulher teve dificuldade em pedir ajuda ao sentir as dores do parto do segundo filho. Mas os gritos da mulher assustaram uma vizinha, que conseguiu entrar na casa e encontrou a criança morta em cima da cama.
Mesmo fraca e sem condições físicas devido ao problema psicológico, Nerilene ficou apavorada ao ver a criança e saiu pela rua descontrolada, enquanto que a vizinha continuou em casa com o bebê morto, segundo a polícia.
A Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e peritos do Instituto Médico Legal foram acionados. Assim que voltou para casa, Nerilene foi levada por uma viatura do resgate até a Santa Casa, onde continua internada. Policiais militares e civis isolaram a casa para que o trabalho dos peritos do “Renato Chaves” fosse feito.
Ao contrário do que um veículo de comunicação divulgou ontem mesmo, o delegado Nilton Nogueira afirmou, em conversa com a reportagem do DIÁRIO, que o caso está sendo investigado. “A criança não foi jogada no chão. Com base nos depoimentos da irmã da mulher e da própria vizinha que socorreu, a criança foi encontrada em cima da cama. Somente com o laudo psiquiátrico comprovando ou não o problema mental de Nerilene, e também do laudo do IML dizendo a hora exata que a criança morreu e a forma, poderemos então proceder”.
“Dependendo dos laudos, ela pode ser encaminhada a uma casa de saúde ou responder por homicídio se comprovado o estado lúcido coincidindo com a morte provocada do menino”, explicou o delegado, lotado na Delegacia do Jurunas.
DISTÚRBIOS
Informações repassadas para a polícia, Nerilene é acompanhada por médico psiquiátrico desde que presenciou a mãe ser atropelada e morta. Na primeira gestação da mulher, uma menina hoje com 7 anos, foi necessário uma camisa de forças e o trabalho do Corpo de Bombeiros para que ela fosse levada para o hospital.
O caso se repetiu por volta das 2h30 de ontem, quando se viu sozinha dentro de casa dando à luz a um menino.
(Diário do Pará)
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