plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 29°
cotação atual R$


home
POLÍCIA

Caso "Irmãos Novelino" completa seis anos

A data de hoje, para a família Novelino, funciona como saudade dos irmãos Ubiraci e Uraquitan Borges Novelino, assassinados barbaramente dentro da empresa Service Brasil, numa trama que envolveu dívidas, negócios, mortes, empresários e bandidos. Passados

twitter Google News

A data de hoje, para a família Novelino, funciona como saudade dos irmãos Ubiraci e Uraquitan Borges Novelino, assassinados barbaramente dentro da empresa Service Brasil, numa trama que envolveu dívidas, negócios, mortes, empresários e bandidos. Passados seis anos, o DIÁRIO acompanha o caso que teve um final cruel para a família Novelino, cujos dois entes queridos, depois de assassinados, tiveram os corpos transportados e jogados a 17 metros de profundidade, na Baia do Guajará.

O caso teve um desfecho depois que Ubiraci e Uraquitan Borges Novelino receberam um telefonema do todo-poderoso, na época, empresário Chico Ferreira, para acertar no escritório deste uma dívida que tinham na qualidade de credores. Os irmãos foram convidados para acertar as contas naquela noite de 25 de abril de 2007 e, no escritório, a trama engendrada pelos parceiros de Chico Ferreira já estava montada, inclusive, segundo o volumoso inquérito da Polícia Civil do Pará, com sucessivas encenações mostrando que seria um crime quase perfeito. As investigações da época apontaram o ex-radialista Luiz Araújo - que faleceu, quando cumpria pena no Presídio Federal de Mato Grosso - como o intermediário para a contratação dos executores e responsável por toda logística que terminaria na morte dos irmãos.

No local do crime, as vítimas foram rendidas por dois homens identificados posteriormente como o ex-policial civil Sebastião Alves Cardias e o ex-fuzileiro naval José Augusto Marroquim, que, segundo a denúncia do Ministério Público na época foram os executores dos irmãos Novelino. O crime foi planejado para que as vítimas acreditassem que se tratava de um assalto: dentro da trama Chico Ferreira, considerado pela polícia como o mandante do crime, também foi manietado e levado para outra sala, enquanto os irmãos eram assassinados a golpes de material contundente e asfixiados com sacos plásticos.

Em seguida os corpos foram colocados em camburões e transportados de carro até um porto na avenida Bernardo Saião, sendo colocados em uma pequena embarcação e levados pelos executores até o meio da Baia do Guajará onde foram jogados a 17 metros de profundidade, amarrados a barras de concreto e ancoras um distante do outro. O crime começou a ser desvendado a partir do desaparecimento dos irmãos e a descoberta do carro (um Corolla preto) sendo desmontado no sítio “Gueri-Gueri”, do ex-radialista Luis Araújo,que foi preso.

Depois de Luis Araújo, os delegados Gilvandro Furtado, Sérvulo Cabral, Evandro Martins, Justiniano Alves e um grupo de investigadores prenderam em uma clínica, no bairro do Reduto o empresário Chico Ferreira, e, na sequência, o mecânico Messias de Jesus, contratado para desmontar o carro e João Carlos Figueiredo que pilotou o barco até a Baia do Guajará.

Faltavam as duas peças importantes para a Polícia Civil: desmontar o esquema criminoso e as investigações apontaram para o ex-policial civil Sebastião Alves Cardias, que se entregou ao juiz Paulo Jussara, sendo apresentado na polícia; cinco dias depois, a polícia paraense prendeu em Fortaleza, para onde fugiu, o ex-fuzileiro naval José Augusto Marroquim de Sousa.

80 ANOS

Com uma tramitação muito rápida os seis homens envolvidos no homicídio triplamente qualificado foram levados ao Tribunal do Júri em menos de seis meses. Do dia 21 de novembro de 2007, após uma das sessões mais longas do Júri paraense, o barqueiro João Carlos Figueiredo e o mecânico Messias de Jesus foram absolvidos a pedido do Ministério Público. O mandante Chico Ferreira, o intermediário Luis Araújo e os executores Sebastião Cardias e José Augusto Marroquim foram condenados a 80 anos de prisão, sendo 60 anos pelo duplo homicídio triplamente qualificado e 20 anos pelos crimes considerados pela justiça como conexos.

Começava ali uma guerra de advogados que, utilizando os meios jurídicos pertinentes, conseguiram desmembrar os autos e mais três tribunais do júri foram realizados, sendo que um deles acabou anulado depois que advogados de Luiz Araújo abandonaram a defesa uma hora antes do veredicto dos jurados. Os julgamentos tiveram na presidência do juiz Raimundo Moisés Alves Flexa e na acusação o promotor Paulo Guilherme Godinho. Com direito a um segundo julgamento porque tiveram penas acima de 20 anos os jurados em todos mantiveram o resultado do primeiro júri condenando os quatro homens a 80 anos de reclusão considerada uma das maiores penas, já imposta no Pará.

(Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Polícia

    Leia mais notícias de Polícia. Clique aqui!