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POLÍCIA

Mistério ronda morte de adolescente no Tenoné

Revolta, dor e um desconfortável mistério deram o tom na tarde de ontem durante velório de um garoto de 14 anos assassinado no final da tarde de anteontem, na passagem São José de Ribamar, bairro do Tenoné. A primeira informação que chegou até a família d

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Revolta, dor e um desconfortável mistério deram o tom na tarde de ontem durante velório de um garoto de 14 anos assassinado no final da tarde de anteontem, na passagem São José de Ribamar, bairro do Tenoné. A primeira informação que chegou até a família da vítima foi que o garoto teria sido morto por acidente pelo colega da mesma idade enquanto capinavam um terreno por alguns trocados a serem pagos pelo proprietário da arma de fabricação caseira.

Entretanto, após exame de pólvora combusta efetuado nas mãos do adolescente e na arma, foi constatado que não foi das mãos dele que saiu o tiro. O dono da arma, conhecido pelo prenome Sílvio ou pelo apelido “Jack”, está foragido desde instantes após o disparo.

“O meu filho tinha o dinheirinho que eu dava para ele, mas era do tipo que não conseguia ficar parado. Sempre ficava se virando para ele mesmo comprar as coisas que ele queria. Todo mundo da comunidade sabe, por isso sempre chamavam ele e esse colega com quem ele estava para fazer pequenos serviços, como capinação, limpeza, essa coisas”, explicou José Reginaldo, de 44 anos, que trabalha em serviços gerais. Segundo ele, o filho e esse amigo mantém tal amizade desde muito cedo, e por isso o colega não compareceu ao velório, porque está muito abalado com tudo. Tanto ele como a mãe da vítima deixaram claro que não acreditam na participação do garoto no crime.

Seu José relatou que foi informado pelos investigadores da Seccional Urbana de Icoaraci, onde o caso está sendo investigado, que a arma caseira foi encontrada no local do crime dividia em duas partes e que sobre o dono dela até agora não se sabe o paradeiro. “Quando eu fui chegando para socorrer o meu filho, eu ainda vi o ‘Jack’ subindo numa moto, mas naquele momento tudo que eu queria era salvar o meu filho”, relatou o pai.

O amigo do garoto assassinado foi encaminhado ainda na noite de anteontem à Divisão de Atendimento ao Adolescente. Lá, após o exame de pólvora combusta confirmou o que ele afirmava desde o início. “Ele contou que a arma foi encontrada por eles e em seguida deixada sobre uma cadeira. Depois o tiro foi disparado”, foi só o que conseguiu contar o pai, visível e compreensivelmente confuso com tudo o que aconteceu.

Até que a terceira pessoa supostamente envolvida com o crime apareça ou enquanto a polícia não concluir o trabalho investigativo, tanto seu José quanto a esposa direcionam a revolta contra o foragido “Jack”, vizinho deles, que teria visto os dois garotos crescerem juntos.

(Diário do Pará)

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